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Mercadante rebate Flávio, fala em omissão do governo Bolsonaro e diz que Lula investiu 80% mais em SP

Segundo Mercadante, o BNDES aprovou R$ 163,5 bilhões em operações de crédito no estado - quase 80% a mais que nos quatro anos do governo Bolsonaro.

Por FolhaPress
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Mercadante rebate Flávio, fala em omissão do governo Bolsonaro e diz que Lula investiu 80% mais em SP

Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

GABRIELA ECHENIQUE


 O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, rebateu as acusações do senador Flávio Bolsonaro (PL) e disse que o governo Lula investiu quase 80% mais no estado de São Paulo que na gestão anterior.
"O candidato Flávio Bolsonaro parece desconhecer a completa omissão do governo do próprio pai, Jair Bolsonaro, no financiamento ao governo de São Paulo e às prefeituras paulistas", afirmou.

A declaração é dada após o bolsonarista dizer que SP é boicotado pelo governo federal. "Alguém que desconta o ódio dele no povo paulista, porque tem o governador de São Paulo como inimigo", disse Flávio durante a convenção que confirmou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à reeleição.

Segundo Mercadante, o BNDES aprovou R$ 163,5 bilhões em operações de crédito no estado - quase 80% a mais que nos quatro anos do governo Bolsonaro. Além disso, afirma que enquanto a gestão anterior não aprovou nada para a cidade de São Paulo, o governo atual enviou R$ 2,5 bilhões.

O presidente do BNDES diz ainda que houve aumento de aprovações em todos os segmentos e cita a ampliação do aeroporto de Congonhas, a duplicação da Via Dutra e Rio-Santos e a nova planta do Instituto Butantan.

"Aprovamos R$ 6,4 bilhões para a construção do Trem Intercidades, R$ 6 bilhões para a aquisição de 44 trens da linha 2 do metrô, R$ 1,35 bilhão para a retomada e finalização das obras do Rodoanel, R$ 12,3 bilhões para a Linha 6-Laranja do metrô", disse.

Mercadante saiu em defesa do presidente Lula e disse que ele trata os governos de forma republicana, independentemente da posição política de governadores e prefeitos.

"Infelizmente, não temos tido reciprocidade de alguns governadores, que não reconhecem publicamente o esforço do governo Lula na realização dessas parcerias. Ao contrário, patrocinam uma narrativa de polarização típica da extrema direita em todo mundo, que até pouco tempo atrás não existia na política brasileira", concluiu.

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