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Mesa na UFBA debate ancestralidade e saberes das religiões de matriz africana

Encontro integra a programação dos 80 anos da universidade e reúne pesquisadores e representantes do candomblé para discutir identidade, educação e tradição oral

Por Da Redação
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Mesa na UFBA debate ancestralidade e saberes das religiões de matriz africana

A programação pelos 80 anos da Universidade Federal da Bahia (UFBA) inclui, no dia 8 de julho, a mesa "Tecendo Saberes em Aquilombamento", que será realizada das 16h às 17h30, na Sala 212 do PAF I, no Campus de Ondina, em Salvador.

Com mediação da doutoranda em Educação Regina Teixeira, o debate reunirá o babalorixá e professor Lailton Bezerra, sacerdote do Ilê Asé Omi Omo Airá Kobose (Ilê Axé Koboxê), a estudante de Enfermagem e Ìyá Máyiè Evelyn Cerqueira, além das pesquisadoras Marineide Xavier e Jaguaraci Aragão.

A proposta é discutir a ancestralidade como elemento de construção da identidade, destacando a contribuição das religiões de matriz africana e de sua tradição oral para a preservação e transmissão de saberes. O encontro também busca ampliar o diálogo entre pesquisadores e sociedade sobre os ensinamentos dos orixás, nkisis e voduns.

Para Lailton Bezerra, debater educação e filosofia da ancestralidade é essencial para a formação ética dos sujeitos e para o fortalecimento da juventude. Segundo ele, o candomblé desempenha um papel de acolhimento e ressignificação da vida, e celebrar os 80 anos da UFBA também significa "reconhecer o legado de babalorixás e ialorixás na produção e preservação do conhecimento ancestral".

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