Meta alega 'problemas técnicos' em redução do alcance de Lula nas redes sociais

A plataforma negou as acusações de que estaria favorecendo conteúdos de Flávio Bolsonaro

Por Da Redação
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Meta alega 'problemas técnicos' em redução do alcance de Lula nas redes sociais

Foto: Ricardo Stuckert

A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, alegou que “problemas técnicos” foram as causas da redução do alcance de publicações ligadas à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A plataforma, no entanto, negou as acusações de que estaria favorecendo conteúdos do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Em nota, a empresa afirmou que as alegações da campanha petista são falsas e que as falhas mencionadas não atingiram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas plataformas.

“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, diz nota da Meta.

A campanha de Lula acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), alegando suspeitas de interferência no processo eleitoral em benefício de Flávio Bolsonaro.

“A empresa alega que essa ‘falha’ afetou outros anunciantes e mercados, mas não trouxe qualquer evidência disso, muito menos de que esse problema tenha afetado também outros candidatos no Brasil. Mais uma vez, afirma a META, foi um ‘problema técnico’”, diz o comunicado da campanha.

Segundo o PT, a Meta não apresentou provas de que os problemas técnicos relatados também tenham afetado outros anunciantes, mercados ou candidatos brasileiros. A campanha sustenta que a redução do alcance prejudica a divulgação de suas propostas.

“Procurada, a Meta reconheceu a falha e, outra vez, apontou ‘problemas técnicos’ como motivo”, diz a nota do PT, acrescentando que “essas ações interferem diretamente em avanços como o fim das BETs, da escala 6x1, além do chamado “tesouraço” contra programas sociais”.

O TSE deu prazo de 48 horas para que a empresa esclareça as acusações. Um levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT aponta que a página de Flávio Bolsonaro registrava, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, apesar de ter 17,2% menos seguidores.

A campanha também argumenta que as restrições às publicações podem prejudicar a divulgação de propostas relacionadas ao fim das apostas on-line, à mudança da escala de trabalho 6x1 e à manutenção de programas sociais.

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