Mudança para economia sustentável deve elevar preços de matérias-primas

Cobre e alumínio devem ser suas cotações em alta no futuro

Por Da Redação
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Mudança para economia sustentável deve elevar preços de matérias-primas

Foto: Reprodução

A mudança energética para uma economia que substitua petróleo por fontes renováveis, a exemplo da solar e da eólica, deve pressionar os preços de commodities. No lugar do minério de ferro e da soja, que estão puxando os preços nos mercadis internacionais, o cobre, o alumínio e até mesmo o petróleo devem ter suas cotações em alta no futuro.

Em entrevista ao Estadão, o gestor de ações globais da Kinea, Ruy Alves, destacou que os países mais pobres devem sofrer mais com a conta final, visto que quando o preço das commodities sobem, os alimentos costumam ficar mais caros. “É ótimo termos uma economia verde, mas isso tem um custo. E esse custo não é trivial", pontuou.

Conforme observado também pelo economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, ouvido pela reportagem, as novas fontes de energia devem ser mais caras pelo menos em um primeiro momento, até que uma produção ganhe ainda mais escala.

“Quando se faz uma transição energética como a que se pretende realizar e com a pressa que essa mudança demanda, a tendência é usar tecnologias mais caras na exploração", disse. 

De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) para o mundo zerar a emissão líquida de carbono até 2050, a participação da energia eólica e fotovoltaica na geração de energia elétrica no mundo terá de saltar de menos de 10% hoje para quase 70% em 30 anos. O que vai demandar cobre, alumínio e substâncias químicas de difícil extração usadas na produção de baterias recarregáveis.

“Devemos nos deparar com forte demanda da reabertura econômica juntamente com a inabilidade do mundo de responder com oferta correspondente (de alumínio), gerando um déficit e conseqüente queda de estoques, que já se encontra em nível abaixo da média histórica”, atuais ainda o relatório da Kinea.

A tendência é que nos próximos anos a produção fique sob a responsabilidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que pode tabelar o preço em patamares elevados.

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