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Municípios brasileiros passam a oferecer canetas emagrecedoras através do SUS; confira quais

Movimentação ocorre de forma autônoma, antes mesmo de incorporação oficial ao Sistema Único de Saúde

Por Da Redação
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Municípios brasileiros passam a oferecer canetas emagrecedoras através do SUS; confira quais

Foto: Reprodução/Freepik

Municípios brasileiros passaram a oferecer medicamentos utilizados no tratamento da obesidade, como semaglutida e tirzepatida, antes mesmo de uma incorporação oficial ao Sistema Único de Saúde (SUS). A movimentação tem provocado debates, principalmente ao considerar que a medida vai contra recomendações da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS.

A Prefeitura do Rio de Janeiro revelou que investiu R$ 42,4 milhões na compra de semaglutida para distribuição na rede municipal. Cidades como Urupês e Sorocaba, em São Paulo, também optaram pelo financiamento dos medicamentos. Demais municípios como Palmas, em Tocantins; Cuiabá, no Mato Grosso; e Feira de Santana, na Bahia; e o estado de Santa Catarina, discutem a adoção das chamadas "canetas emagrecedoras".

Apesar de alguns municípios investirem nos medicamentos de forma autônoma, São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia, Recife, Porto Velho, Vitória, Rio Branco e Porto Alegre, defendem a necessidade de aguardar uma decisão nacional sobre a incorporação dos medicamentos ao SUS.

Ainda que não haja autorização nacional, estados e município têm autonomia para implementar políticas públicas próprias utilizando recursos locais. O município de Urupês, no interior paulista, por exemplo, investiu cerca de R$ 200 mil para compra de tirzepatida, e utilizou o argumento de que o município possui alto índice de sobrepeso na população, estimado em 43%.

O que diz a Conitec?

A Conitec, responsável por assessorar o Ministério da Saúde sobre novos tratamentos na rede pública, recomendou em agosto de 2025 a não incorporação da semaglutida, sob argumentação de alto impacto financeiro e incertezas sobre o tempo de uso de medicamentos.

A comissão também defendeu priorização de outras práticas para o enfrentamento da obesidade, são elas: alimentação adequada, atividade física e acompanhamento psicológica.
 

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