Nos EUA, Eduardo Bolsonaro falta a interrogatório por videoconferência no STF
Sessão integra a ação penal em que ele é réu por coação ao Judiciário brasileiro por meio de sanções do governo dos Estados Unidos

Foto: Mario Agra / Câmara dos Deputados
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) faltou ao interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF), agendado para a tarde desta terça-feira (14). A sessão, que aconteceria por videoconferência, integra a ação penal em que ele é réu por coação ao Judiciário brasileiro por meio de sanções do governo dos Estados Unidos.
A ação busca investigar se Eduardo, que vive nos EUA, articulou iniciativas para interferir em processos da Justiça brasileira visando beneficiar o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Como o réu não é obrigado a comparecer ao interrogatório nem a responder perguntas, Eduardo não será punido pela falta. No entanto, a investigação foi prejudicada.
A ação teve início após denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo o órgão, Eduardo ameaçava os ministros do Supremo com sanções internacionais, tanto para os membros da Corte quanto para o Brasil.
A PGR aponta três principais eventos de sanções orquestrados pelo político: a suspensão dos vistos de oito ministros do STF, em julho de 2025; a imposição das tarifas econômicas contra importações brasileiras, anunciada pelo governo dos EUA; e a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes.


