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Número de mortes violentas de pessoas LGBT+ caem 12% em 2025, aponta levantamento; especialista aponta imprecisão nos registros

Cerca de 257 casos de morte de integrantes e aliados da comunidade LGBTQIA+ foram registrados em 2025

Por Da Redação
Às

Número de mortes violentas de pessoas LGBT+ caem 12% em 2025, aponta levantamento; especialista aponta imprecisão nos registros

Foto: Reprodução/Flickr

As mortes violentas de integrantes e aliados da comunidade LGBT+ diminuíram 12% no Brasil em 2025, é o que aponta um levantamento realizado e divulgado pelo Observatório do Grupo Gay da Bahia (GGB). Apesar dos menores índices registrados no período, o grupo alerta para falta de informação e subnotificação dos casos.

No levantamento mais recente divulgado, são evidenciados 257 casos ao longo do último ano. Os dados revelam uma média de uma pessoa LGBTQIA+ morta a cada 34 horas. Enquanto no ano de 2024, foram registradas 291 mortes. 

Confira a identificação das vítimas

-Gays: 156
-Mulheres trans: 46
-Travestis: 18
-Bissexuais: 9
-Lésbicas: 4
-Homens trans: 3
-Heterossexuais (neste caso foram assassinados por se aliarem a comunidade ou serem confundidos com integrantes): 3
-Não informado: 16

Em relação ao tipo de crime cometido contra a comunidade, os homicídios lideram, com 80%. Os suicídios e latrocínios aparecem logo atrás com 8% e 7%, respectivamente.

Em 60% dos casos, não foi identificado o método utilizado para matar as vítimas, enquanto armas de fogo aparecem em 15% dos casos e armas brancas, como facas, em 14% das ocorrências.


Nordeste lidera ocorrências

A maioria das mortes aconteceram na região Nordeste, que registrou 66 ocorrências, em seguida aparecem as regiões Sudeste, com 48, e Centro-Oeste, com 33. Outros 84 crimes não tiveram região informada.

Em relação aos estados em que os crimes ocorrerão, São Paulo lidera com 19 casos, seguido da Bahia, com 17, e Minas Gerais, com 17. Nas capitais, os dados são similares, com São Paulo tendo registrado 6 casos, Salvador (5), e Manaus, Goiânia e Belo Horizonte empatados com 4.


Falta de informações e subnotificação

O fundador da GGB e doutor em antropologia, Luiz Mott destaca que o Brasil lidera o ranking de países em morte de pessoas LGBT+, seguido por México e Estados Unidos, com 40 e 10 ocorrências respectivamente.

Luiz Mott aponta que a queda registrada no último ano pode estar relacionada as leis que passaram a assimilar a homofobia ao racismo, embora não tenham sido lançadas políticas específicas para proteção da comunidade.

Embora acredite que os integrantes da comunidade tenham ficado mais cautelosos com as pessoas que se relacionam, o doutor em antropologia defende que governo federal também faça estudos para mapear os crimes e crie políticas públicas voltadas à comunidade.

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