O combustível vai aumentar no Brasil com a alta do petróleo causada pela guerra no Irã?
Em meio ao conflito, preço do barril já ultrapassou os US$ 100

Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão
O preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril após o início da guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou a guerra entre Rússia e Ucrânia.
A alta ocorre em meio ao aumento das tensões na região, que concentra importantes produtores de petróleo e rotas estratégicas para o transporte da commodity. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais vias globais de escoamento, elevou o temor de restrições na oferta mundial.
Quando há risco de redução na oferta global, o preço do barril tende a subir. Como gasolina e diesel são derivados do petróleo, a alta da matéria-prima aumenta o custo de produção dos combustíveis e pode pressionar os preços.
Como fica o impacto no Brasil?
No Brasil, porém, esse repasse nem sempre ocorre de forma imediata. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que os preços registraram apenas leve alta nos últimos dias.
A gasolina passou de R$ 6,28 para R$ 6,30 entre a última semana de fevereiro e 7 de março. Já o diesel subiu de R$ 6,03 para R$ 6,08 no mesmo período.
Especialistas avaliam que a valorização do petróleo poderia gerar reajustes maiores. No entanto, a política de preços adotada atualmente pela Petrobras tende a reduzir o impacto imediato dessas oscilações.
Desde 2023, quando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva abandonou a política de paridade de importação (PPI), a estatal passou a considerar, além do preço internacional do petróleo, fatores como custos de produção e condições do mercado interno.
Na prática, isso significa que a Petrobras não repassa automaticamente todas as variações do mercado externo ao consumidor, realizando ajustes de forma mais gradual.


