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Oito anos após acusação de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz mantém influência em cargos públicos e vira 'xerife' no Rio de Janeiro

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi um dos principais alvos de investigação contra fraude financeira

Por Da Redação
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Oito anos após acusação de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz mantém influência em cargos públicos e vira 'xerife' no Rio de Janeiro

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O policial militar reformado e ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Fabrício Queiroz, mantém influência em cargos públicos oito anos após ser um dos principais alvos de investigação sobre rachadinha envolvendo Flávio, e inclusive se tornou uma espécie de xerife na Secretaria de Segurança e Ordem Pública de Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Segundo informações do portal "O Globo", Queiroz alcançou o cargo de subsecretário da pasta devido ao relacionamento entre o ex-prefeito Antonio Peres e Flávio Bolsonaro, que comanda o diretório municipal do PL.  Na pasta, ele supervisiona a atuação da Guarda Municipal e aparece  em eventos dentro e fora da cidade. 

No meês de março, Queiroz acompanhou o então secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas (PL), e o ex-governador Cláudio Castro (PL) na inauguração de uma base do Segurança Presente em Saquarema. No fim do ano passado, ele apareceu ao lado de Flávio e do então secretário de Polícia Militar, Marcelo Menezes, em cerimônia de homenagem aos policiais que integraram a megaoperação no Complexo da Penha, que terminou com 122 mortos.

Fabrício Queiroz, inclusive, já defendeu o uso de arma de fogo pela Guarda Municipal, e chegou a ser denunciado pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) como um dos operadores de um esquema de recolhimento ilícito de salários de assessores de Flávio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio. A investigação foi arquivada após uma longa discussão sobre em qual instância deveria ser tratada.

Flávio inclusive já chegou a atribuir ao ex-assessor a responsabilidae do desvio de recursos no próprio gabinete, ao afirmar que Queiroz tinha "autonomia" no trato com os funcionários. O ex-assessor confirmou a versão apresentada por Flávio ao afirmar que recebeu depósitos de R$ 2,079 milhões de assessores entre 2007 e 2018, sem conhecimento de Flávio.

O MP investigou os repasses e indentificou mensagens de Queiroz nas quais ele admitiu que precisava “prestar contas” da rachadinha a seus superiores. O órgão identificou um depósito de R$ 25 mil em espécie, em agosto de 2011, na conta bancária da mulher de Flávio, dias antes de ela pagar a primeira parcela da compra de um apartamento em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio.

Além da posição na Secretária de Segurança, Queiroz também concorre, em 2024, ao cargo de vereador pelo PL e terminou como primeiro suplente em Saquarema. O ex-assessor de Flávio também emplacou em 2025 o filho, Felipe, como assessor na secretaria estadual de Ciência e Tecnologia, comandada pelo deputado bolsonarista Anderson Moraes (PL).

Por meio de nota, a prefeitura de Saquarema defendeu que a nomeação de Queiroz para os cargos "atendeu estritamente a critérios técnicos”, e citou o fato de ele ser “um PM reformado com 30 anos de experiência”.

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