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Organização criminosa que traficou de drogas para médicos, empresários e advogados é alvo de operação na Bahia

Operação Iceberg também cumpre mandados judiciais em Sergipe e identificou movimentação de mais de R$ 9 milhões

Por Da Redação
Às

Atualizado
Organização criminosa que traficou de drogas para médicos, empresários e advogados é alvo de operação na Bahia

Foto: Pedro Moraes / Ascom-PCBA

A Justiça baiana determinou o bloqueio de 20 contas bancárias de um grupo criminoso, durante Operação Iceberg, lançada nesta quinta-feira (24). Segundo as investigações da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), o grupo atuava com uma estrutura de tráfico de drogas voltada para consumidores de alto poder aquisitivo e movimentou mais de R$ 9,6 milhões em operações bancárias.

Segundo a corporação, mandados judiciais são cumpridos nos municípios baianos de Salvador, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus, além de Aracaju, em Sergipe.

Investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) identificaram que o ambiente digital era o principal canal de comercialização da organização criminosa. Os pedidos eram feitos por meio de perfis no Instagram, enquanto os pagamentos eram feitos via PIX.

As entregas dos produtos comercializados eram semelhantes ao de um serviço convencional, com embalagens discretas e sem identificação do conteúdo.

As investigações indicam que o público-alvo da organização criminosa são médicos, empresários, advogados e outros profissionais de alto poder aquisitivo, interessados em drogas comercializadas como produtos diferenciados. Os entorpecentes eram apresentados com nomes comerciais próprios e vendidos por valores superiores aos praticados no mercado ilícito convencional.

Entre os entorpecentes identificados estavam substâncias comercializadas pelos nomes ICE, WOLF, DRY, FLOR 24K e REFIL HALLU CALIFA, este último relacionado a variedades de cannabis importadas. Os clientes faziam os pedidos por mensagens privadas e recebiam as drogas em locais previamente combinados.

Os integrantes identificados nas investigações se apresentavam como empresários, residiam em imóveis de alto padrão e circulavam com veículos de luxo.

Parte do abastecimento era realizada por um fornecedor em São Paulo, responsável pelo envio de grandes quantidades de drogas para posterior distribuição na Bahia e em Sergipe. Também foram identificadas informações sobre drogas importadas do Paraguai, transportadas de forma camuflada em produtos de beleza, segundo a investigação.

A análise financeira revelou uma movimentação superior a R$ 9,6 milhões em mais de 16,6 mil transações bancárias relacionadas aos investigados e a terceiros envolvidos na circulação dos recursos. Do total de contas bancárias bloqueadas, 15 são de pessoas físicas e cinco de pessoas jurídicas, além de medidas destinadas à indisponibilidade de veículos e outros ativos.

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