Partido Novo deve processar Alcolumbre por obstruir CPIs e impeachment; afirma Eduardo Girão
Senador anunciou que vai protocolar representação contra presidente do Senado, no dia 6 de abril

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado | Waldemir Barreto/Agência Senado
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) anunciou nas redes sociais que vai protocolar, no dia 6 de abril deste ano, uma representação contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), no Conselho de Ética.
A representação, que será assinada pelo Partido Novo, acusará Alcolumbre por obstruir investigações, impedir a instalação de comissões parlamentares de inquérito e engavetar pedidos de abertura de processo de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
No documento, Girão e o Partido Novo devem mencionar mais de 40 pedidos de impeachment contra ministros do STF, inclusive contra Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, principais alvos dos requerimentos. Também será citada no documento uma acusação de obstrução dos trabalhados da CPMI do INSS, com a decisão de impor sigilo às informações relacionadas a Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Em sessão plenária realizada na última quarta (4), Eduardo Girão fez uma cobrança direta ao presidente do Senado sobre a instalação de CPIs e a abertura de processo de impeachment de ministros do STF.
O Conselho de Ética, que receberá a apresentação do Partido Novo contra Alcolumbre, é presidido pelo senador Jayme Campos (União-MT), aliado do presidente do Senado. Na composição do Conselho, um dos 15 membros titulares é o próprio Davi Alcolumbre.
Outro ponto a ser julgado contra o presidente do Senado é o fato de o Conselho não se reunir desde 2024. O colegiado encerrou o ano de 2025 sem realizar uma única reunião para analisar as representações ou denúncias protocoladas contra os senadores. A última sessão ocorreu no dia 9 de julho de 2024, o que corresponde a cerca de 20 meses sem deliberação.


