Pênalti perdido por Willian José reacende debate sobre cobrador no Bahia
Atacante tem 60% de aproveitamento nas penalidades pelo tricolor, e Rogério Ceni admite estudar nova opção.

Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia
Criticado por parte da torcida, o atacante Willian José desperdiçou mais uma cobrança de pênalti com a camisa do Bahia. A penalidade aconteceu logo no início do clássico contra o Vitória, na última quarta-feira (11), na Arena Fonte Nova, em duelo válido pelo Brasileirão, que terminou empatado em 1 a 1.
Na cobrança, o camisa 12 bateu e viu o goleiro Lucas Arcanjo fazer a defesa, desperdiçando a chance de abrir o placar para o tricolor. Apesar do erro, o centroavante tentou se redimir e participou da jogada do gol de empate do Bahia, ao vencer a disputa aérea e servir de pivô para a finalização de Jean Lucas.
Essa, porém, não foi a primeira penalidade desperdiçada pelo atacante. Recentemente, no confronto contra o O’Higgins pela Copa Libertadores, Willian José também parou no goleiro, embora tenha conseguido marcar no rebote.
Ao todo, o atacante já cobrou dez pênaltis com a camisa do Bahia durante a bola rolando. Foram seis gols nas cobranças diretas e quatro defesas dos goleiros adversários. Em duas dessas ocasiões, o próprio jogador marcou no rebote, o que mantém o aproveitamento nas penalidades em 60%.
Questionado sobre a eficiência do seu camisa 12 nas cobranças, o técnico Rogério Ceni admitiu que o número de erros é alto e revelou que pode testar outros cobradores nas próximas oportunidades.
Segundo o treinador, a sequência de erros pode ter afetado a confiança do jogador.
"Eu acho que é um número excessivo, logicamente, de pênaltis dispensados. Acho que até em dois ele faz o gol no rebote, se eu não me engano, né? Eu acho que às vezes você tem que dar um tempo, claro. Podemos tentar preparar um outro jogador, de repente numa próxima função, parar por um, dois jogos, três jogos, né? Um, dois pênaltis, colocar um outro jogador para bater. Às vezes o atleta pede um pouco de confiança na batida de pênalti. Eu não vou julgar se foi displicente, eu vejo o ângulo da onde eu tô, ali eu não vou julgar isso, acho que o atleta sempre bate com a convicção de fazer, mas talvez ele tenha perdido um pouco a confiança. Ele bateu pênaltis importantíssimos aqui já para a gente e também fez gols, né? Mas às vezes é um detalhe muito importante porque o Vitória teria que vir para cima da gente, eu acho que ficaria mais espaços ainda para a gente jogar", afirmou.
Ceni também destacou que o gol perdido logo no início do clássico teve impacto emocional na equipe.
"Infelizmente o gol, ele além de não ser somado no placar, naqueles dois, três minutos de jogo, você retrai um pouco, né? Dá uma ducha [de água fria], né? Você está ali esperando a expectativa, a bola entrar 1 a 0. Então a gente dá uma barrigada, demora ali para subir um pouco para voltar para o jogo depois daquela penalidade", completou.
O treinador ainda citou outros jogadores que podem assumir a responsabilidade nas penalidades, como Luciano Juba e Rodrigo Nestor, caso a comissão técnica decida alterar o cobrador oficial nas próximas partidas.
"Nós temos Juba que bate bem, o Everaldo quando está bate bem também, o Nestor bateu bem os últimos dois pênaltis que bateu, vamos tentar também treinar outro jogador para que esteja à disposição, às vezes é necessário, às vezes dá um tempo para um jogador que está acostumado a bater. Ele bate bem o Willian, nos treinamentos bate muito bem pênalti. Às vezes essa confiança baixou um pouquinho, vamos estudar melhor para ver se a gente consegue ter uma segunda opção para em casos próximos de ter um pênalti a gente possa executar", finalizou.
*Dados do ECBahiaNúmeros


