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Personal trainer é preso em Salvador por suspeita de estupro e importunação sexual

Profissional era investigado desde o ano passado, quando nove mulheres o denunciaram por importunação sexual

Por Da Redação
Às

Personal trainer é preso em Salvador por suspeita de estupro e importunação sexual

Foto: Redes sociais

Um personal trainer de 30 anos foi preso nesta quarta-feira (22), em Salvador, suspeito dos crimes de estupro e importunação sexual. A ação foi realizada pela Polícia Civil, que também cumpriu um mandado de busca e apreensão contra o investigado.

Segundo a corporação, ele se apresentava como educador físico e afirmava ter qualificação para aplicar procedimentos de liberação miofascial, técnica utilizada nos atendimentos em que as vítimas relatam ter sofrido os abusos.

A investigação teve início após uma mulher de 28 anos registrar ocorrência. Ela afirmou que buscou o profissional para tratamento, mas, durante a sessão, percebeu que os procedimentos realizados não tinham qualquer finalidade terapêutica e ultrapassavam os limites da conduta profissional.

O caso veio à tona em novembro de 2025, quando a enfermeira e influenciadora digital Maria Emília Barbosa decidiu denunciar o personal trainer Maurício Brasil.

Na ocasião, ela contou nas redes sociais que o profissional exigiu que a avaliação física fosse feita de biquini e que foi submetida a poses que a deixaram desconfortável, incluindo uma suposta liberação miofacial com aproximação excessiva das partes íntimas.

Segundo a delegada Marita Souza, responsável pelas investigações, a divulgação do primeiro caso levou outras oito mulheres a procurarem a polícia. Os relatos, de acordo com a autoridade policial, apresentam um padrão semelhante de atuação. As vítimas afirmam que eram orientadas a permanecer apenas com roupas íntimas durante os atendimentos, situação que facilitava a prática dos abusos.

Durante as buscas realizadas na residência do investigado, os policiais apreenderam uma porção de haxixe, uma balança de precisão, frascos de anabolizantes, um celular, equipamentos eletrônicos e documentos. Todo o material será analisado e poderá contribuir para o andamento das investigações.

O caso é conduzido pelo Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), por meio da 16ª Delegacia Territorial (Pituba). A Polícia Civil informou que as investigações continuam e não descarta o surgimento de novas vítimas.

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