• Home/
  • Notícias/
  • Política/
  • Adolescente tenta filiar Lula ao partido Missão e deixa número do próprio telefone

Adolescente tenta filiar Lula ao partido Missão e deixa número do próprio telefone

Número informado no cadastro também é chave Pix; entenda

Por Da Redação
Às

Atualizado
Adolescente tenta filiar Lula ao partido Missão e deixa número do próprio telefone

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A pessoa que tentou filiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Missão deixou o próprio número de telefone no cadastro usado para fazer a alteração. O número também funciona como chave Pix, o que pode facilitar a identificação do responsável pela tentativa.

A tentativa de filiação de Lula foi registrada às 14h46 de quinta-feira (13), poucas horas depois de vir a público o caso envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL), que chegou  a ser incluído de forma fraudulenta no quadro de filiados do Missão.

Em entrevista ao portal Metrópoles, o responsável pelo cadastro confirmou ter feito a tentativa e afirmou que a intenção era fazer uma “brincadeira” para mostrar que o sistema de filiação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria falhas.

“Mas acho que depois do que aconteceu com o Flávio, o sistema caiu ou algo assim”, afirmou.

A reportagem decidiu preservar a identidade do responsável porque ele afirmou ter 16 anos. O adolescente também não autorizou o contato com os pais.

“Eles (os pais) não sabem que eu fiz isso. Desculpa se fiz algo muito errado, não achei que ia ser algo sério”, afirmou.

Filiação de Lula foi cancelada

Segundo o Missão, a tentativa de filiação de Lula foi cancelada antes que o registro fosse processado pelo sistema do TSE. Após o episódio, o partido suspendeu temporariamente o sistema de filiação pela internet.

“Após a ocorrência dessa nova tentativa de fraude, o Missão imediatamente suspendeu seu sistema de filiação online. As apurações devem ser realizadas sobre esses fatos”, afirmou Renan Santos, presidente do Missão e candidato à Presidência da República.

Crime

Fraudar ou falsificar a filiação partidária de outra pessoa pode gerar consequências nas esferas criminal e eleitoral.

A conduta pode ser enquadrada como falsidade ideológica para fins eleitorais. O artigo 350 do Código Eleitoral prevê pena de até cinco anos de reclusão, além de multa, para esse tipo de crime.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie:[email protected]
*Os comentários podem levar até 1 minutos para serem exibidos

Faça seu comentário