Petrobras descobre petróleo na bacia da Foz do Amazonas
Presença foi identificada no Amapá

Foto: Divulgação
A Petrobras divulgou nesta sexta (14) que identificou indícios de petróleo na bacia da Foz do Amazonas, em águas profundas do Amapá.
A estatal identificou hidrocarbonetos em poço exploratório em perfuração no local, o que indica a presença de petróleo ou gás natural.
O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está localizado a cerca de 175km da costa do Amapá, em profundidade de 2.886 metros. O Ibama concedeu à Petrobras autorização para perfurá-lo em outubro de 2025, após anos de espera.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que a estatal está comprometida com a recomposição de reservas de petróleo e afirma que há um "otimismo" em relação à margem equatorial brasileira.
Além do poço Morpho, a Petrobras também aguarda autorização para perfuração de três outros pontos, segundo Chambriard. Durante entrevista coletiva no início do mês, ela afirmou que o achado no primeiro poço é o primeiro passo para ampliar o conhecimento sobre a região.
"Dando descoberta ou não, a conclusão é a mesma: a área é gigantesca e precisa de perfuração. O pontapé inicial é um poço pioneiro e mais três contingentes", disse, na ocasião.
A empresa divulgou ainda que as operações de perfuração continuarão em curso, com o objetivo de avaliar a exploração, de forma segura ao meio ambiente e à população.
A Petrobras diz que a perfuração da bacia da Foz do Amazonas está de acordo com a estratégia de recomposição das reservas de petróleo e gás, por meio de exploração em áreas de fronteira. O objetivo é atender a demanda nacional de energia durante a transição energética.
Especialistas avaliam que a produção do pré-sal na Bacia de Santos tende a entrar gradualmente em declínio a partir de 2030. O pré-sal corresponde atualmente a cerca de 80% das reservas provadas do Brasil. Dessa forma, torna-se importante que a exploração de petróleo em outras áreas para a manutenção do nível de reservas.
O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Roberto Ardenghy, afirmou em entrevista recente que a busca de novas áreas para exploração precisa acontecer imediatamente. Do contrário, o Brasil pode correr o risco de voltar a importar petróleo até o fim da próxima década, na avaliação do gestor.


