PF encaminha relatório ao STF e diz que não é possível reduzir ruídos de sala onde está preso Bolsonaro com medida "simples"
Moraes havia solicitado informações sobre o ruído citado por defesa do ex-presidente

Foto: Ton Molina
A Polícia Federal (PF) informou, nesta quarta-feira (7), que não é possível “reduzir significativamente”, com “medida simples ou pontuais” o ruído no sistema de ar-condicionado do alojamento do ex-presidente. A informação foi encaminhada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
O próprio ministro solicitou esclarecimentos dentro de um prazo de cinco dias. A determinação ocorreu após o pedido de providências em relação ao ruído apresentado pela defesa do ex-presidente. De acordo com os advogados, o local onde Bolsonaro está preso na Superintendência da PF “não assegura condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde”.
O documento, assinado pelo delegado federal Maurício Rocha da Silva, afirma que a sala de Estado-Maior, onde o ex-presidente está, fica próxima de áreas técnicas que são usadas para instalação e funcionamento do sistema de climatização do edifício.
"Eventual intervenção efetiva demandaria ações complexas de infraestrutura e, sobretudo, a paralisação total do sistema de climatização por período prolongado, o que ocasionaria prejuízo à continuidade dos trabalhos ordinários desta Superintendência Regional".
Segundo a polícia, não há outra sala que atenda às exigências de segurança institucional como as que são oferecidas pela atuação Sala de Estado-Maior.


