PF encontra mensagens de Vorcaro sobre ocultação de aeronave que transportou Wagner na Bahia
Documentos tornados públicos detalham ordens do banqueiro para esconder avião que teria transportado o senador

Foto: Reprodução/Redes Sociais | Carlos Moura/ Agência Senado
A Polícia Federal encontrou mensagens no aparelho celular do banqueiro Daniel Vorcaro que evidenciam orientações do empresário para esconder uma aeronave que teria transportado o senador Jaques Wagner (PT-BA).
As informações são de coluna da jornalista Manoela Alcântara, do portal Metrópoles. As informações constam em documento tornado público após o ministro André Mendonça, relator do inquérito do caso Master, derrubar o sigilo da ação.
As investigações indicam que o diálogo entre Vorcaro e José Alfredo Berg Filho, conhecido como Berg, ocorreu no dia 11 de setembro de 2024. Na conversa, Vorcaro questiona o motivo da aeronave que transportaria Wagner ainda não ter decolado.
Por volta das 17h15, Vorcaro enviou mensagens na qual cobrou informações sobre a movimentação da aeronave, e após uma ligação de voz, o banqueiro foi informado de que a aeronave que transportava Jaques Wagner já havia decolado com destino à Bahia.
Posteriormente, às 18h18, Vorcaro pergunta sobre a previsão de chegada, e recebeu retorno de Berg às 18h21, informado de que os ocupantes já haviam desembarcado e que um deles seguia "de táxi para sua casa".
Ainda nas mensagens, Vorcaro orientou que fossem tomados cuidados com o intuito de manter a discrição da operação. Entre as orientações, o empresário recomendou que a aeronave fosse levada para um local mais reservado, em que "ninguém conheça", e afirmou que o motor não deveria ser desligado, de modo a tornar a manobra de retirada do avião mais ágil.
Berg afirmou que havia quatro pessoas a bordo da aeronave, entre elas, Jaques Wagner. A principal linha investigativa da PF aponta Vorcaro como controlador da aeronave, embora o proprietário formal não tenha sido identificado.
Segundo a corporação, Jaques Wagner teria embarcado em aeronaves controladas por Vorcaro e pelo sócio, Augusto Ferreira Lima. As investigações indicam que o senador utilizava as aeronaves gratuitamente, sem qualquer registro de pagamento ou contraprestação, em um suposto padrão de recebimento de vantagens indevidas.


