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PF investiga passagem de malas por fora do raio-X em voo com Ciro Nogueira e Motta

Segundo a investigação, piloto de voo particular teria passado com cinco volumes por fora da máquina de raio-X

Por Da Redação
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PF investiga passagem de malas por fora do raio-X em voo com Ciro Nogueira e Motta

Foto: Reprodução

A entrada de bagagens no Brasil sem passar por fiscalização acendeu um alerta da Polícia Federal, que abriu uma investigação para apurar uma ocorrência no aeroporto São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, no interior paulista, em 20 de abril de 2025. 

O avião particular retornava da ilha São Martinho, que fica no Mar do Caribe, e tinha como passageiros o empresário Fernando Oliveira Lima, dono da aeronave e conhecido como Fernandin OIG, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e o senador Ciro Nogueira (PP).

De acordo com a PF, o auditor fiscal Marco Antônio Canella teria permitido que o piloto José Jorge de Oliveira Júnior passasse pela área de fiscalização com as bagagens por fora da máquina de raio-X ao chegar em São Paulo no dia 20 de abril do ano passado.

Inicialmente, segundo a PF, o piloto submete duas bagagens pela máquina de raio-X. Minutos depois, ele aparece com cinco volumes além das bagagens que carregava anteriormente, e nenhuma delas passa por fiscalização. 

Segundo a PF, os itens correspondem a:

1. Sacola plástica;
2. Aparentemente uma caixa de papel;
3. Sacola de papel;
4. Edredom;
5. Mala de viagem;
6. Aparentemente uma caixa;
7. Mochila.

O relatório da polícia aponta que os itens 5 e 7 foram submetidos aos raio-X. Já os demais volumes, passaram sem fiscalização. 

Segundo o relatório, no momento em que o piloto passa pelo ponto de fiscalização com as bagagens não inspecionadas, ele "troca olhares e breves palavras com o tripulante e, após este passar pelo ponto de fiscalização, a Operadora de Raio-X questiona o Auditor Fiscal, que gesticula com as mãos expressando banalidade e irrelevância".

A PF apura os crimes de prevaricação e facilitação de contrabando ou descaminho ao permitir que as bagagens entrassem no Brasil sem fiscalização.

O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) após a PF identificar a presença de parlamentares com foro na Corte. O documento foi despachado para o ministro Alexandre de Moraes, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a investigação.

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