PIB do Brasil cresce 1,1% no primeiro trimestre e país volta a ter 10ª maior economia do mundo, afirma FMI
Crescimento econômico acelerado e a valorização do real frente ao dólar são considerados fatores-chave

Foto: Agência Brasil
O Brasil voltará a ocupar a 10ª posição da maior economia mundial em 2026, passando o Canadá, segundo projeção feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). O crescimento econômico acelerado e a valorização do real frente ao dólar são considerados fatores-chave.
Para 2027, a projeção é ainda melhor: chegar na 9ª posição, deixando para trás a Rússia. A projeção do FMI para o PIB brasileiro em 2023 teve subida para 1,9%, enquanto a economia global tem diminuição.
Depois de notar o crescimento econômico acelerar durante o primeiro trimestre, a economia do Brasil retornará ao posto de 10ª maior economia do mundo em 2026, passando o Canadá, de acordo com projeções do FMI. De janeiro a março, o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços feitos na economia brasileira, registrou crescimento de 1,1%, depois de finalizar o ano passado com crescimento acumulado de 2,3%, de acordo com o que foi informado pelo IBGE nesta sexta-feira (29).
O FMI detalhou que o Brasil ficou fora do top 10 no ano passado.
Se for considerado o desempenho do primeiro trimestre, o Brasil teve o sexto melhor desempenho entre as 45 das principais economias do mundo, de acordo com ranking feito pela Austing Rating. O dado considera o crescimento de 1,1% do PIB brasileiro no primeiro trimestre, se comparado com o quarto trimestre de 2025. Apenas Hong Kong, Taiwan, Dinamarca, Coreia do Sul e China registraram um desempenho mais expressivo.
As comparações das projeções do FMI para o Produto Interno Bruto (PIB) valor onde são considerado todos os bens e serviços produzidos em uma economia, em valores correntes dos países é realizada em dólares.
Brasil terá outro crescimento no ano, de acordo com FMI
Em abril, o FMI revisou a projeção para o crescimento do PIB brasileiro neste ano para 1,9%, diante da previsão anterior de 1,6%, de acordo com relatório de Perspectivas da Economia Mundial (WEO, na sigla em inglês).
De acordo com as avaliações feitas por economistas do organismo multilateral, a melhoria do desempenho do Brasil segue na contramão da economia global. O FMI diminuiu a estimativa para o crescimento econômico mundial para 3,1% neste ano, diante dos 3,3% previstos antes.
Os números são baseados no crescimento dos valores dos combustíveis e outros derivados do petróleo, causada pela guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, o que a Agência Internacional de Energia (AIE) considera como maior choque do petróleo da história.


