Pix não é alvo de sanções dos EUA contra PCC e CV, diz porta-voz

Sistema de pagamento não será afetado por ações contra organizações criminosas classificadas como "terroristas" estrangeiras

Por Da Redação
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Pix não é alvo de sanções dos EUA contra PCC e CV, diz porta-voz

Foto: Reprodução

A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Roberson, declarou que o sistema de pagamento brasileiro Pix, não é alvo inicial da implementação das sanções dos Estados Unidos, diante da medida de classificar as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), como organizações "terroristas" estrangeiras. A informação foi divulgada pelo Poder360.

Roberson detalhou que as medidas serão direcionadas a pessoas e entidades que prestem apoio material aos grupos e ressaltou a importância da ação para eventual responsabilização.

Na sexta-feira (29) data em que foi informada a classificação das facções como "terroristas" estrangeiras, a porta-voz informou sobre as consequências aplicadas aos grupos criminosos. São elas:

• Bloqueio de todos os bens dentro dos EUA;

• Proibição de pessoas dos EUA de realizar transações com esses grupos;

• Qualifica-se como crime fornecer qualquer tipo de apoio ou recurso para esses grupos;

• Restrições de vistos.

Roberson ainda negou a hipótese de intervenção militar, ao defender que a classificação não concede ao governo norte-americano esse tipo de poder. Segundo ela, existem registros de atuação do CV e PCC em 1 a cada 4 Estados norte-americanos. Ambas as facções  integram a lista de 17 organizações do hemisfério ocidental classificadas pelos EUA como organizações “terroristas” estrangeiras.

Embora a medida tenha sido anunciada dois dias após o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), se reunir com o presidente estadunidense na Casa Branca. Apesar da proximidade das datas, Roberson negou que a decisão tenha sido influenciada por pedidos feitos por políticos brasileiros, como Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A porta-voz também afirmou que Washington aguarda ações mais enérgicas do Brasil contra o PCC e o CV, mas ponderou que cabe a cada país definir sua estratégia de combate ao crime organizado de acordo com sua própria legislação.

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