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Podomblé destaca força de Exu e mobilização coletiva durante celebração na Feira de São Joaquim

Pai Rychelmy Imbiriba relata experiência espiritual e crescimento espontâneo do Alojá

Por Da Redação
Às

Atualizado
Podomblé destaca força de Exu e mobilização coletiva durante celebração na Feira de São Joaquim

Foto: FB Comunicações

O episódio ao vivo do Podomblé, exibido na última segunda-feira (23) e apresentado por Adriano Azevedo, trouxe reflexões sobre religiosidade, ancestralidade e manifestações culturais de matriz africana. Entre os convidados, Pai Rychelmy Imbiriba destacou o papel central de Exu na condução do Alojá e na mobilização coletiva durante a celebração realizada na Feira de São Joaquim, em Salvador.

Durante a participação, o sacerdote reforçou a dimensão espiritual do evento e a conexão com a entidade. "Não existe criador do Alojá. Quem criou o Alojá foi Exu. Então, assim, é Exu quem vai dizer. Minha vida é dedicada a Exu. O que Exu falar, pra mim, tá lindo demais. Então, assim, eu acredito, eu confio, entrego tudo a Exu.", afirmou.

Pai Rychelmy também relatou um momento marcante da celebração, ao descrever a condução do ritual e a forma como o evento se transformou. "Então, eu jamais pensei, porque eu não penso, eu faço, eu executo, o que Exu manda, eu tô fazendo", disse, ao comentar a espontaneidade das ações durante o Alojá.

Segundo ele, o crescimento do público ocorreu de forma natural, impulsionado pela energia do momento. "E de repente, quando a gente viu, a gente tava tocando ali, a gente era 50 pessoas, daqui a pouco a gente era 100, daqui a pouco era 200, daqui a pouco era 3 mil pessoas que parou. Ninguém passava na feira", relatou.

O sacerdote também ressaltou a importância da ancestralidade e da coletividade no processo. "A gente tem a ancestralidade, a ancestralidade, ela existe, ela é viva. Então, a nossa família não é feita só de nós vivos, é feita daqueles que já se foram", pontuou.

O episódio reforçou o papel das tradições afro-brasileiras como espaços de resistência, identidade e construção coletiva, além de evidenciar a força simbólica e social de manifestações como o Alojá dentro da cultura popular baiana.

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