Podomblé destaca processo criativo e valorização da ancestralidade com Clyde Morgan Alafiju
Coreógrafo ressalta potencial dos artistas baianos e a importância da memória na construção da dança

Foto: FB Comunicações
O podcast Podomblé, apresentado por Adriano Azevedo, exibe nesta segunda-feira (20) um episódio com o coreógrafo Clyde Morgan Alafiju. Durante a conversa, o artista compartilha aspectos de sua trajetória e detalha seu método de criação, baseado na valorização da ancestralidade e das histórias individuais dos intérpretes.
Ao explicar sua abordagem, Alafiju destaca o estímulo à reconexão com as origens como parte fundamental do processo artístico. "Orquestrando, incentivando cada um de lembrar sua história, de contar sua história, de saber quem é seu avó, quem é seu bisavó, quem é seu tetravó, etc. É muito provocativo, provocador o trabalho."
O coreógrafo também elogia as características dos artistas baianos, apontando abertura e capacidade de adaptação como diferenciais. "O baiano, desde que eu o conheço, o baiano é muito acessível. Ele tem muita aptidão, capacidade de assimilar."
Segundo ele, a diversidade de corpos e experiências contribui para a construção de um trabalho mais amplo e dinâmico. "O grupo é de tamanhos diferentes, corpos diferentes, mas eles não são viciados em determinados estilos. Então os corpos, mesmo com 16, 18, 19, 20 e poucos anos, os corpos ainda são bem flexíveis."
Alafiju também destaca a postura dos participantes diante do processo criativo. "E a cabeça, as cabeças são abertas, perceptíveis."
Ao final, o artista afirma que a experiência tem impactado diretamente sua trajetória profissional. "Então eu estou tendo uma renovação de minha própria carreira."
O episódio reforça o diálogo entre tradição, identidade e criação contemporânea, evidenciando o papel da memória e da vivência coletiva na construção da arte.


