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Podomblé recebe Clyde Morgan Alafiju para discutir dança, teatro e ancestralidade

Coreógrafo fala sobre trajetória e processo criativo a partir de mitos e lendas no novo episódio do podcast

Por Da Redação
Às

Atualizado
Podomblé recebe Clyde Morgan Alafiju para discutir dança, teatro e ancestralidade

Foto: FB Comunicações

O Podomblé, apresentado por Adriano Azevedo, exibiu nesta segunda-feira (20) um episódio com o coreógrafo Clyde Morgan Alafiju. Na conversa, o artista aborda sua trajetória internacional, o processo criativo e a relação entre dança, teatro e narrativas ancestrais.

Durante a entrevista, Alafiju relembra os questionamentos que enfrentou ao vir ao Brasil e reflete sobre sua formação. "Como é que o americano, que só conhece ballet e dança moderna e algumas coisas dança africana, como é que ele vai ensinar o brasileiro a dançar? Então foi uma, como se diz, uma piada."

O coreógrafo destaca que seu trabalho está centrado na construção de narrativas cênicas a partir de elementos culturais e simbólicos. "Minha especialidade é de transformar mitos e lendas em expressão corporal para o teatro."

Ao longo da conversa, ele também diferencia sua atuação artística de outros segmentos da dança. "Eu não faço trabalho para a rua. Eu não faço trabalho para os blocos. Apesar de gostar muito do carnaval do Rio, eu admiro, acho lindo, fantástico. É magia. Mas eu não tenho interesse nem gabarito de me mexer nisso. Eu sou de teatro."

Alafiju explica que sua metodologia envolve pesquisa de campo e desenvolvimento cênico em estúdio. "Eu fui com o grupo várias vezes só para estudar movimentos, posturas, ações. Interessante. Aí, de volta para o estúdio, desenvolvendo, fazendo os exageros teatrais, moldando, criando frases, colocando música para contar histórias."

Segundo ele, a proposta é transformar histórias em linguagem corporal, sem o uso de palavras. "Uma história sobre aquilo feito em movimento, sem palavras. Nessa área, eu tinha especialidade porque fui criado em teatro infantil."

O artista também relembra sua chegada ao Brasil após convite formal para atuar como professor e coreógrafo. "Então, depois de receber o convite oficial, eu cheguei aqui, com o contrato assinado, formalmente, como professor de dança e coreógrafo do grupo de dança contemporânea. E foi uma época que me transformou completamente."

O episódio amplia o debate sobre arte, identidade e processos criativos, conectando experiências internacionais com a produção cultural brasileira.

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