Polícia apura denúncia de estupro coletivo em banheiro de escola em SP
Caso ocorreu no dia 27 de fevereiro e foi registrado pela Polícia Civil como ato infracional por estupro de vulnerável

Foto: Paulo Pinto/Agência PT
A Polícia Civil investiga a denúncia de estupro coletivo no banheiro de uma escola na Zona Norte de São Paulo, que aconteceu em fevereiro.
De acordo com a denúncia, um jovem de 12 anos foi estuprado por quatro adolescentes na escola. O caso ocorreu no dia 27 de fevereiro e foi registrado pela Polícia Civil como ato infracional por estupro de vulnerável.
Segundo boletim de ocorrência, a mãe do menino buscou a polícia depois de tomar conhecimento que o filho apresentou um comportamento atípico ao retornar da escola.
Com a mudança de comportamento, a mulher questionou ao filho mais velho se ele sabia o que tinha ocorrido. O irmão informou que um colega de sala retirou o menino do banheiro da escola ao notar um comportamento incomum entre alguns estudantes no ambiente.
Logo em sequência, o irmão conversou com o jovem, que disse ter passado por uma situação no banheiro da escola, que envolveu quatro alunos do 7º e 9º anos.
A mãe procurou a escola no dia 2 de março para solicitar providências. De acordo com o boletim de ocorrência, os responsáveis pelos dois adolescentes foram acionados pela direção da unidade.
Ainda segundo o boletim, no encontro, um dos estudantes teria se dirigido ao garoto e afirmando para ele "pensar bem" sobre o que revelaria à direção, ameaçando agredi-lo na saída da escola se insistisse na denúncia.
O episódio foi registrado no 46º Distrito Policial, em Perus, e enviado ao 74º Distrito Policial, responsável pela região onde está a escola.
Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que a vítima será ouvida no distrito policial junto com a responsável para prestar mais esclarecimentos e que detalhes do caso são preservados por envolver menores de idade.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo disse lamentar o episódio e repudiar qualquer situação envolvendo violência ou abuso dentro ou fora das escolas.
A pasta informou que a Unidade Regional de Ensino Norte 1 abrirá uma investigação sobre a conduta da gestão sobre os fatos. "Assim que recebeu a denúncia, a equipe gestora acionou o Conselho Tutelar e os responsáveis pelos estudantes. Equipes do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP), incluindo um psicólogo, estiveram na unidade escolar para acompanhar a situação e orientar a equipe escolar", emendou a secretaria.


