Polícia Civil avança na investigação sobre morte de cão comunitário na Praia Brava
Mais de 20 pessoas já foram ouvidas e cerca de 72 horas horas de imagens analisadas

Foto: Reprodução/ Redes Sociais
A delegada Mardjoli Valcareggi, de Florianópolis, apresentou nesta terça-feira (27) os avanços da investigação sobre os maus-tratos contra o cão comunitário Orelha, que morreu após ser agredido no início de janeiro, na Praia Brava. Segundo ela, a apuração envolve diferentes atos infracionais, como crimes contra a honra, depredação de patrimônio e outras condutas relacionadas ao caso.
De acordo com a delegada, o principal foco da investigação é individualizar a participação de cada suspeito, especialmente de adolescentes apontados como envolvidos. Ela explicou que, por se tratar de procedimentos em andamento, não pode detalhar quantas pessoas já foram ouvidas nem especificar as condutas atribuídas a menores de idade, para não comprometer o trabalho da Polícia Civil.
Mardjoli também alertou que a divulgação indevida de nomes nas redes sociais pode prejudicar a apuração e aumentar a pressão sobre vítimas e testemunhas. Segundo ela, além de ser crime, esse tipo de exposição acaba gerando coação e dificulta a obtenção de depoimentos. A delegada reforçou que a investigação está sendo conduzida de forma técnica e isenta para garantir a responsabilização de todos os envolvidos.
Durante a coletiva, a Polícia Civil informou que mais de 20 pessoas já foram ouvidas e que cerca de 72 horas de imagens, captadas por 14 câmeras de segurança, estão sendo analisadas. O material soma mais de mil horas de gravações e é considerado fundamental para esclarecer as circunstâncias da morte do cão Orelha e outros episódios envolvendo os animais da região.


