Polícia Técnica da Bahia implementará novo sistema para exames de DNA em crimes sexuais
O equipamento automatiza o processo de amostras de DNA

Foto: Divulgação / Ascom DPT
A Polícia Técnica da Bahia (DPT) adquiriu uma nova plataforma que automatiza o processamento de amostras de DNA recolhidas em casos de crimes sexuais. A etapa é considerada uma das mais complexas do exame genético e era realizada de maneira manual.
O sistema foi fornecido ao DPT pelo convênio com a Secretara Nacional de Segurança Pública (SENASP), após apresentar um bom desempenho em atividades como o recolhimento de amostras de detentos para inserção no Banco de Perfis Genéticos e a redução do passivo de exames existentes no DPT. No entanto, o sistema oferecido pelo SENASP apresenta menor capacidade operacional.
O Governo da Bahia adquiriu uma nova plataforma com maior capacidade, visando aumentar a produtividade do departamento. Foram investidos R$ 2,7 milhões do aporte do Governo do Estado para a Segurança Pública. O equipamento é utilizado em seis estados brasileiros e na Polícia Federal (PF).
“O equipamento automatiza uma etapa extremamente trabalhosa do processo, aumentando a produtividade, a padronização e a segurança dos exames de DNA, especialmente nos casos de crimes sexuais”, disse Luís Rogério, coordenador de Genética Forense.
Já o secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, o sistema fundamental: “Estamos investindo em tecnologia de alto nível para fortalecer as investigações e garantir respostas mais rápidas e qualificadas à sociedade. A ampliação da capacidade de exames de DNA é fundamental para a elucidação de crimes e para a proteção das vítimas”.
O órgão busca desde setembro de 2025, até fevereiro de 2026, zerar o passivo de amostras de DNA em crimes sexuais. A plataforma está em processo de instalação e funcionários da área devem receber treinamento especializado.


