Potencial de consumo em favelas chega a R$ 167 bilhões, diz pesquisa
Maior parte do dinheiro movimentado nas comunidades vai para habitação

Foto: Agência Brasil
Um levantamento da Outdoor Social Inteligência, divulgado nesta sexta-feira (4), Dia da Favela, mostra que o potencial de consumo nas favelas brasileiras subiu de R$ 159 bilhões no ano passado para R$ 167 bilhões em 2022. Além disso, os dados revelam que a renda familiar mensal passou de R$ 2.500, em 2021, para R$ 3.036 neste ano. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.
A maior parte do dinheiro movimentado nas favelas vai para a habitação, com mais R$ 50 bilhões, seguida pela alimentação dentro do domicílio, que ultrapassa R$ 17 bilhões e, em terceiro lugar, para materiais de construção, que correspondem a mais de R$ 6,5 bilhões.
"A pesquisa indica que existe uma população assalariada e empreendedora que precisa ser tratada como parte da cidade, que tem influência econômica", diz Emília Rabello, CEO da Outdoor Social. "São pessoas que trabalham, pagam impostos, têm crédito na praça e não são invisíveis para o sistema financeiro", completou.
O levantamento analisa dados diversos, do IBGE ao Serasa Experian, para mapear a população que mora em áreas denominadas "aglomerados subnormais", onde não há regularização fundiária. No total, são 6.239 favelas no país onde vivem mais de 11 milhões de pessoas, quase metade pertencente à classe C. Em 2021, eram 12,5 milhões de pessoas. Entre as favelas com maior potencial de consumo no país se destacam Rocinha, Complexo da Maré, Rio das Pedras e Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.


