Prefeito baiano reduz o próprio salário para conter crise financeira
Prefeitura adota pacote de contenção de gastos para preservar os serviços essenciais

Foto: Prefeitura de Pojuca
O prefeito de Pojuca, Luiz Trinchão (PSD), anunciou uma série de medidas de contenção de gastos para enfrentar a crise financeira causada pela queda na arrecadação de impostos e pela suspensão dos repasses de royalties. O plano envolve a redução do salário do próprio prefeito e cortes na remuneração de secretários e superintendentes.
Segundo Trinchão, até setembro de 2026, Pojuca sofreu "um impacto financeiro muito duro". A arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) caiu aproximadamente 27%, o equivalente a uma perda de R$9 milhões, e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) teve redução de 10%, cerca de R$7 milhões a menos em comparação com o ano anterior.
Além disso, a situação foi agravada com a suspensão dos repasses de royalties ligados à Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Santiago, gerando um prejuízo estimado em R$3 milhões por mês e até R$36 milhões ao ano.
Medidas de contenção
O plano de contingência anunciado pela Prefeitura inclui a redução de 30% do salário do prefeito e de 10% a 20% dos vencimentos de secretários e superintendentes.
Estão previstas, ainda, a suspensão de consultorias e contratos não essenciais, além de ajustes nos auxílios e redução das gratificações dos cargos comissionados.
Foi determinada também a redução da jornada de trabalho no expediente administrativo interno para cortar custos diários, mantendo inalterado o funcionamento dos serviços essenciais.
A gestão municipal ressaltou que os salários-base de servidores concursados, professores em sala de aula e prestadores de serviços contratados foram integralmente preservados.


