'Prefiro que o Lula ganhe': apoiadores de Bolsonaro rechaçam possível candidatura de Michelle à Presidência
Nome da ex-primeira-dama é ventilado para substituir Flávio após divulgação de negociações com Vorcaro

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil | Reprodução/Redes sociais
Cogitada para substituir a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas próximas eleições, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) não é unanimidade entre os apoiadores bolsonaristas. Em um print vazado de um grupo de WhatsApp 'Amigos de confiança', chamam a atenção as respostas à mensagem do deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP), que sugere que "se [Flávio] começar a perder tração, o melhor é colocar a Michele [sic]".
Entre as reações, se destaca a de autoria de uma pessoa de prenome Diego, que diz: "Aí eu já prefiro que o Lula ganhe". Além dele, outra participante, identificada como 'Valéria Direita' fala 'Socorro', em repúdio à sugestão de Salles, e um terceiro usa uma reação de 'vômito' para demonstrar insatisfação com o nome da ex-primeira-dama.
Antes também presente entre as possíveis alternativas, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicamos), já não tem tempo hábil para a desincompatibilização — quando políticos deixam seus cargos para disputar eleições —, cujo prazo expirou em 4 de abril.
A discussão sobre uma eventual substituição de Flávio Bolsonaro surgiu devido à divulgação de negociações entre o senador e o empresário Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master, para financiamento de filme biográfico de Jair Bolsonaro (PL).
Confissão e pedido de desculpa
Em uma nova imagem que circula na internet e é atribuída ao deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), o parlamentar aparece admitindo a autoria do print, que, segundo ele, foi usado para alertar o 'grupo do gabinete' sobre a possível novidade a respeito da candidatura de Flávio Bolsonaro. "Vou apurar e demitir o responsável", disse Bilynskyj antes de anunciar a saída do grupo 'Amigos de confiança'. "Peço perdão arrependido", acrescentou.
A reportagem procurou Paulo Bilynskyj, mas não houve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.


