Vídeo: Presidente da CPMI do INSS manda recado após manutenção da quebra de sigilo de Lulinha: “Não vamos blindar ninguém”
Carlos Viana, do Podemos, voltou a defender legitimidade da votação no colegiado

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
BRASÍLIA - Após o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manter a validade da votação que autorizou a quebra do sigilo bancário de Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), mandou um recado direto à base governista: “Não vamos blindar ninguém. Vou colocar em votação todo requerimento, seja do nome de quem quer que seja”.
Lulinha é o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Em conversa com a imprensa nesta terça-feira (3), horas após a decisão de Alcolumbre, Carlos Viana voltou a defender a legitimidade da votação, ocorrida em 26 de fevereiro de forma simbólica, e afirmou que todo o trabalho da comissão foi conduzido de maneira técnica.
“Fui transparente em todos os instantes da CPMI, buscando fazer com que a verdade fosse trazida diante do que determina uma votação como aquela. Sei das pressões políticas e estou acostumado. Ali, no entanto, não havia nenhum posicionamento pessoal. A minha decisão foi estritamente técnica. O painel é quem determina a presença dos parlamentares”, afirmou.
Viana também disse ter esperança na prorrogação dos trabalhos do colegiado e espera que a polêmica sobre a quebra do sigilo de Lulinha se encerre.


