Presídios federais têm gasto recorde de R$ 279 milhões em 2025
Valor representa o maior gasto da série histórica e equivale a R$ 46,4 mil por preso

Foto: Agência Brasil
O Sistema Penitenciário Federal (SPF), responsável por custodiar presos considerados de alta periculosidade em unidades de segurança máxima do país, consumiu R$ 279,3 milhões dos cofres públicos em 2025. O valor é o maior registrado desde o início da série histórica, em 2020, segundo dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
O aumento também aparece no custo individual de manutenção dos detentos. Em 2025, cada preso custou, em média, R$ 46,4 mil por ano aos cofres públicos, o maior valor já registrado pelo sistema.
A despesa média por interno vem crescendo nos últimos anos. Em 2020, considerando apenas o segundo semestre, o custo era de R$ 25,2 mil. O valor subiu para R$ 31,2 mil em 2021, R$ 39,7 mil em 2022, R$ 43,7 mil em 2023 e R$ 41,8 mil em 2024.
Como funciona o Sistema Penitenciário Federal
Criado para abrigar presos que representam maior risco à segurança pública, o SPF conta atualmente com cinco presídios de segurança máxima, localizados em Brasília (DF), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO).
As unidades abrigam 461 presos com vínculos identificados com organizações criminosas. Desse total, 159 são classificados pela Senappen como lideranças regionais ou nacionais.
Presença de facções criminosas
Segundo os dados da Senappen, os presídios federais concentram integrantes de 37 organizações criminosas.
Entre os grupos identificados estão Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC), Família do Norte (FDN), Guardiões do Estado (GDE), Bonde do Maluco, Sindicato do Crime, Terceiro Comando Puro (TCP) e grupos milicianos.


