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Previsão de déficit primário cai para R$ 52 bilhões e governo desbloqueia R$ 5,7 bilhões do Orçamento

Redução nas despesas obrigatórias melhora estimativa das contas públicas

Por Da Redação
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Previsão de déficit primário cai para R$ 52 bilhões e governo desbloqueia R$ 5,7 bilhões do Orçamento

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A equipe econômica reduziu de R$ 60,3 bilhões para R$ 52 bilhões a previsão de déficit primário do governo federal em 2026. A nova estimativa consta no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, encaminhado nesta sexta-feira (24) ao Congresso Nacional.

A melhora nas projeções foi impulsionada, principalmente, pela revisão para baixo dos gastos obrigatórios. O déficit primário considera as contas do governo sem o pagamento dos juros da dívida pública.

Ao desconsiderar os precatórios e outras despesas que, por lei, ficam fora da meta fiscal, como parte dos gastos com saúde, educação e defesa, o governo estima um superávit primário de R$ 10,8 bilhões. Esse cenário permitiu o desbloqueio de R$ 5,7 bilhões do Orçamento, reduzindo o total de recursos bloqueados de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões.

O relatório também elevou em R$ 12,3 bilhões a projeção de receitas líquidas para este ano, impulsionada principalmente pelo aumento esperado na arrecadação do Imposto de Renda, favorecida pela inflação e pelo desempenho de alguns setores da economia.

Entre as despesas, o governo prevê alta de R$ 4 bilhões. Houve aumento nos gastos com saúde e no pagamento de abono salarial e seguro-defeso para pescadores, enquanto as projeções para despesas com pessoal, benefícios previdenciários e Benefício de Prestação Continuada (BPC) foram revisadas para baixo.

Do lado das receitas, além do Imposto de Renda, cresceram as estimativas de arrecadação da Cofins, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Já entre as receitas não administradas pela Receita Federal, houve redução na previsão, influenciada principalmente pela queda na estimativa do preço médio do barril de petróleo, que diminuiu de US$ 91,25 para US$ 79,16.

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