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Primeira-dama de Salvador vira alvo de críticas à gestão municipal após cobrar regulação do estado

Internautas apontam falhas na atenção básica, maternidade e agentes de saúde na capital.

Por Da Redação
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Atualizado
Primeira-dama de Salvador vira alvo de críticas à gestão municipal após cobrar regulação do estado

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A primeira-dama de Salvador, Rebeca Cardoso, fez duras críticas aos governo do estado após a morte de uma paciente com suspeita de dengue hemorrágica em Uauá. A postagem, porém, gerou um efeito reverso nas redes sociais: em vez de focar apenas na cobrança ao governo do Estado, a publicação foi tomada por críticas à saúde pública da capital baiana e à gestão do prefeito Bruno Reis.

Nos comentários, usuários questionaram diretamente a atuação do município em áreas sensíveis. “Por que você não faz um vídeo falando da falta de agentes de saúde? Por que não aborda a realidade das mulheres que não conseguem atendimento na nova maternidade de Salvador?”, escreveu uma internauta.

Em seguida, ela reforça: “Sendo hoje primeira-dama e morando na capital baiana, por que não cobra melhorias do seu esposo? Ou a intenção é apenas fazer palanque político, ainda mais em ano eleitoral?”.

Outro comentário levanta um tema ainda mais delicado: “Como a senhora explica o alto índice de mortalidade infantil em Salvador?”. Já uma terceira cobrança aponta problemas no atendimento a gestantes: “Primeira-dama, aproveita para falar um pouquinho sobre as gestantes que estão sendo rejeitadas na nova maternidade de Salvador. Vou aguardar tá?”.




A repercussão veio após Rebeca atribuir a morte da paciente à demora na regulação estadual, cobrando mais agilidade no atendimento. A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) reagiu e negou falha no processo. Segundo o órgão, “não se deve transformar a dor de uma família em palanque antes da apuração técnica dos fatos”.

De acordo com a pasta, a solicitação de regulação foi feita às 14h35 e teve encaminhamento às 18h13, em menos de quatro horas. Ainda segundo a Sesab, o quadro da paciente já era grave no momento do atendimento, com sinais de alerta e manifestação hemorrágica.

A secretaria também rebateu as críticas mirando a gestão municipal. Em nota, afirmou que Salvador ainda enfrenta “baixa cobertura de agentes comunitários, atenção primária insuficiente e dificuldade histórica de organizar a porta de entrada do SUS”.

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