Primo acusa desembargador de MG de abusá-lo sexualmente quando tinha 14 anos
Até o momento, cinco pessoas já apresentaram ao CNJ denúncias antigas contra Magid Láuar por assédio e abuso sexual

Foto: Juarez Rodrigues/TJMG
Novas denúncias contra o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) foram exibidas pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo (1º), após a repercussão de uma decisão que absolveu um homem condenado por estuprar uma adolescente de 12 anos.
Um dos denunciantes é Saulo Láuar, primo do desembargador, que afirmou ter sido vítima de abuso sexual por parte do magistrado quando tinha 14 anos.
Segundo o relato feito jornal, ele começou a trabalhar com Magid aos 13 anos, como assistente pessoal, uma espécie de office-boy.
"Ele pediu que eu levasse o documento pra casa dele, que ele não iria ao fórum nesse dia. E quando eu sentei na cama, estava passando um vídeo, um filme pornográfico na televisão. Naquele momento ele pega a minha mão e leva até o órgão genital dele", revela Saulo.
"A minha reação foi tirar a minha mão. Ele tentou novamente e eu levantei e saí da casa", conta Saulo.
Outras duas mulheres, que pediram para não serem identificadas, também denunciaram abusos enquanto trabalharam com o juiz. Uma delas relata que era estagiária e aluna do magistrado na faculdade e que ele teria a beijado à força durante um almoço.
"Em um determinado, de forma inesperada, ele veio e me deu um beijo na boca. Sem o meu consentimento. Eu me senti invadida, me senti com nojo, constrangida", disse. "Eu me senti invadida, me senti com nojo, constrangida, sem saber o que fazer. Aquilo me marcou profundamente. Eu não voltei mais para o estágio", revelou.
A outra vítima descreve agressões dentro do gabinete do juiz em Betim, em Minas Gerais, no ano de 2009, e detalha toques forçados e tentativas de beijo.
"Eu estava com uma calça jeans e ele enfiou a mão. Primeiro por trás, só que eu reagi. Aí, ele veio e enfiou a mão lá na frente. E eu fiquei assustada na hora e eu falei: abre a porta que eu quero sair."
"Aí, ele me encostou na parede e tentou me beijar, só que eu fiquei com a boca fechada e ele ficou enfiando a língua. Aí eu falei pra ele: se você não me soltar, eu vou gritar. "Na época eu tinha muito medo. Porque ele é o juiz, né? né? O poder é dele, seria a minha palavra contra dele", disse a vítima.
Até o momento, cinco pessoas já apresentaram ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) denúncias antigas contra Magid Láuar por assédio e abuso sexual.


