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"Prova de patriotismo e de apreço ao país”, diz Haddad sobre megaoperação contra crime organizado e lavagem de dinheiro

Declaração foi dada durante a divulgação de um estudo sobre desigualdade social e tributação

Por Da Redação
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"Prova de patriotismo e de apreço ao país”, diz Haddad sobre megaoperação contra crime organizado e lavagem de dinheiro

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta sexta-feira (29), que os servidores da Receita Federal (RF) e da Polícia Federal (PF) prestaram uma “prova de patriotismo e de apreço ao país” com a megaoperação realizada na quinta-feira (28) para combater o crime organizado e a lavagem de dinheiro, envolvendo diretamente o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Durante a divulgação de um estudo sobre desigualdade social e tributação, Haddad parabenizou os profissionais e destacou a capacidade da fiscalização para enfrentar organizações criminosas.

As ações deflagradas na quinta consistiram em três operações focadas em fraudes e na atuação de facções criminosas no setor de combustíveis, com o objetivo de desarticular esquemas de lavagem de dinheiro que causavam grande impacto financeiro.

“A estrutura criminosa operava por meio de múltiplas camadas societárias e financeiras, nas quais fundos de investimento detinham participação em outros fundos ou empresas. Essa teia complexa dificultava a identificação dos verdadeiros beneficiários e tinha como principal finalidade a blindagem patrimonial e a ocultação da origem dos recursos. Entre as estratégias utilizadas estavam transações simuladas de compra e venda de ativos — como imóveis e títulos — entre empresas do mesmo grupo, sem propósito econômico real”, afirmou o governo federal.

A operação também atingiu fintechs usadas pelo PCC, mostrando que a articulação criminosa já estava presente no maior centro financeiro do país, na avenida Faria Lima, em São Paulo.

Em nota, a Receita Federal reforçou que “fintechs têm sido utilizadas para lavagem de dinheiro nas principais operações contra o crime organizado, porque há um vácuo regulamentar, já que elas não têm as mesmas obrigações de transparência e de fornecimento de informações a que se submetem todas as instituições financeiras do Brasil há mais de 20 anos”, disse.

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