PSD prevê definição de candidato à Presidência em abril, diz Ratinho Júnior
Governador afirma que decisão será tomada por conselho do partido após prazo de desincompatibilização

Foto: Divulgação/Governo do Paraná
O governador do Paraná, Ratinho Júnior, afirmou nesta quarta-feira (28), em entrevista à GloboNews, que o PSD deve definir em meados de abril quem será o candidato do partido à Presidência da República. Segundo ele, a escolha ocorrerá após o prazo de desincompatibilização, que se encerra em 4 de abril.
O PSD passa por um processo de articulação interna com a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e a presença de outros nomes cotados, como o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
"A discussão de quem será o candidato e essa união em torno desse nome vai acontecer lá por meados de abril", disse Ratinho Júnior. De acordo com ele, a definição caberá a um conselho interno do partido, "de forma sem disputa interna, bem harmônica e respeitosa".
Mais cedo, Eduardo Leite e Ronaldo Caiado também concederam entrevistas à GloboNews. Caiado afirmou que o PSD terá candidatura própria à Presidência e explicou os motivos que o levaram a deixar o União Brasil para se filiar ao partido presidido por Gilberto Kassab.
Ratinho Júnior disse que, até o prazo legal, os governadores seguem focados na gestão dos estados. Após essa etapa, segundo ele, o partido decidirá entre os nomes de Caiado, Leite ou o próprio governador do Paraná para liderar a chapa presidencial.
O governador paranaense afirmou que a entrada de Caiado no PSD não indica definição antecipada do candidato. Ele citou a atuação do goiano na segurança pública e na educação, mas reforçou que seu nome e o de Eduardo Leite também estão em consideração.
Ratinho Júnior declarou que o partido busca apresentar um projeto fora da polarização entre lulismo e bolsonarismo. Segundo ele, a atual dinâmica política "não tem trazido benefício para Dona Maria ou para o Seu Zé" e faz com que o Brasil "ande de lado" em comparação a outros países.
O governador reconheceu que uma candidatura fora dos polos tradicionais enfrenta resistência, mas afirmou acreditar em espaço político para uma alternativa que "vire a página" dos debates anteriores.
Ele também comentou o cenário da direita, citando o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). Para Ratinho Júnior, é esperado que Tarcísio apoie Flávio pela "ligação histórica com a família". Sobre o senador, afirmou que a candidatura é legítima, considerando o tamanho do PL e o capital político herdado do pai.
Ao tratar de um possível segundo turno, o governador disse que a tendência é de alinhamento entre partidos do mesmo campo ideológico. "Penso que é um caminho meio da centro-direita natural apoiar quem esteja nesse campo", afirmou. Ele acrescentou que, caso seja o candidato do PSD no segundo turno, buscará alianças, assim como apoiaria outro nome desse espectro se não avançar na disputa.
A filiação de Ronaldo Caiado ao PSD reorganiza as articulações para a eleição presidencial de 2026 e impacta os palanques estaduais. A estratégia do partido, segundo lideranças, é se posicionar como alternativa de centro-direita sem Jair Bolsonaro.
Com isso, Caiado passa a integrar, ao lado de Ratinho Júnior e Eduardo Leite, o grupo de governadores do PSD cotados para liderar uma candidatura presidencial. Pelo cenário atual, um dos três deve ser escolhido como cabeça de chapa.


