'Que sua mãe morra': secretário da Semob relata ameaças e ofensas nas redes sociais
Gestor é investigado após episódio da retenção de ônibus no segundo turno das eleições

Foto: Valter Pontes/Secom PMS | Reprodução/Redes sociais
O secretário de Mobilidade de Salvador (Semob), Pablo Souza, foi às redes sociais para contar que tem recebido ameaças e ofensas após o episódio da retenção de ônibus nas garagens durante o segundo turno da eleição presidencial.
Em uma publicação na última quinta-feira (29), Pablo expôs uma mensagem direta enviada ao perfil dele no Instagram. "Desgraçado!!!! Que sua mãe morra!!!!", diz um homem chamado Leo Cunha, que seria ator e diretor teatral.
O secretário revelou que sua mãe tem 82 anos e convive com a doença de Alzheimer. "Como filho, é profundamente doloroso ver minha família ser atingida dessa forma", afirmou.
"Como secretário, compreendo meu dever de prestar contas, ouvir críticas e esclarecer os fatos. Tenho cumprido as determinações da Justiça e confio em uma apuração justa. Mas nenhuma divergência política justifica ameaças ou tamanha crueldade", acrescentou Pablo.
O gestor declarou ainda que está adotando "as medidas judiciais cabíveis" e que denunciou o usuário à plataforma.
PGE e Procon atuam no caso
Denúncias e relatórios que apontam possíveis irregularidades na retenção de 944 ônibus nas garagens foram enviados pela Procuradoria Geral da Bahia (PGE-BA) e pela Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-BA) às autoridades competentes.
Em uma notícia-crime apresentada pela PGE-BA ao Ministério Público Federal (MPF) na última quarta-feira (28), o órgão solicitou apuração de possíveis infrações penais relacionadas ao exercício dos direitos políticos e da reponsabilidade dos envolvidos.
O documento, que cita o prefeito Bruno Reis, Pablo Souza e os sócios das empresas concessionárias, tem como base relatórios técnicos, fotos e autos de fiscalização do Procon-BA.
Leia a íntegra do texto de Pablo
Recebi uma mensagem desejando a morte da minha mãe, uma senhora de 82 anos que enfrenta o Alzheimer. Como filho, é profundamente doloroso ver minha família ser atingida dessa forma.
Como secretário, compreendo meu dever de prestar contas, ouvir críticas e esclarecer os fatos. Tenho cumprido as determinações da Justiça e confio em uma apuração justa. Mas nenhuma divergência política justifica ameaças ou tamanha crueldade.
Estou adotando as medidas judiciais cabíveis e denunciando a mensagem à plataforma.
O debate público exige responsabilidade. Acima de qualquer diferença, precisamos preservar o respeito à vida e à nossa humanidade.


