Reeleição de Lula: Caiado aceita resultado, Renan Santos culpa bolsonarismo e Zema ataca processo eleitoral
Exceto Renan Santos, do Missão, os outros ex-candidatos apoiaram Flávio Bolsonaro no segundo turno

Foto: Renato Pizzutto: Band/ Reprodução: TV Globo/ Imagem: Reprodução/ Foto: Manoella Mello/TV Globo
Um dia após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os adversários que pleitearam o primeiro turno das eleições presidenciais se manifestaram sobre o resultado deste domingo (25).
Entre os ex-candidatos, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), reconheceu o resultado das urnas. "Uma renovação. Era esse o ponto que todos nós lutamos favoravelmente a ele. Era buscar essa virada de página. Acreditamos nessa ideia. Mas nós, como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração. Essa sempre foi a nossa característica", declarou
Já Renan Santos (MBL), ex-candidato pelo Missão, imputou a derrota de Flávio à arrogância do bolsonarismo. Renan utilizou as redes sociais para se manifestar e disse que a vitória de Lula não foi resultado de um bom governo, mas da rejeição à família Bolsonaro.
"Uma vitória que não foi construída em cima de um governo bom. O governo Lula foi um governo fraco. Uma vitória que foi construída em cima da arrogância da família Bolsonaro e dos membros daquilo que a gente chama de bolsonarismo", afirmou.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), contestou o processo eleitoral e comparou o resultado a um "golpe à la Venezuela".
“Fez a mesma coisa que o ditador da Venezuela fez, prorrogando a eleição”, escreveu Zema.
Zema também classificou como "mentira" as eleições e acusou os adversários de espalhar fake news sem sofrer consequências.
O ex-governador de Minas Gerais criticou os próximos quatro anos de governo petista e escreveu: “Mas agora vamos trabalhar, que vem aí mais 4 anos de farra para sustentar. A conta vai continuar chegando. Porém, cada vez mais alta.”
O escritor e psiquiatra Augusto Cury (avante), que declarou apoio a Flávio no segundo turno, após receber cerca de 3,5 milhões de votos no primeiro turno, até o momento não se manifestou sobre o resultado.


