Rogério Marinho diz ter sido surpreendido por fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil
Ex-coordenador de campanha afirma que não foi informado sobre viagem e que desconhece o paradeiro do senador

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta terça-feira (27) ter sido surpreendido pelas informações sobre uma possível saída do ex-candidato à Presidência da República do Brasil. Segundo Marinho, ele não foi comunicado sobre qualquer viagem e desconhece o paradeiro do parlamentar.
"Claro que ficamos surpresos e nós não temos ainda, vou reiterar ainda, notícia do seu paradeiro", declarou após reunião de emergência do PL, em Brasília.
Marinho relatou que o último contato com Flávio ocorreu por volta das 8h desta terça-feira, quando recebeu uma mensagem de texto do senador. "Ele dizia que iria dar um tempo hoje e que depois conversaria conosco. E pronto. Foi a única comunicação que eu tive com ele, acho que em torno de 8 horas da manhã", afirmou.
A surpresa, segundo Marinho, ocorre porque, na segunda-feira (26), integrantes da campanha haviam conversado com Flávio sobre a necessidade de assumir a liderança da oposição ao governo Lula, após a derrota no segundo turno das eleições presidenciais.
Questionado se havia ajudado a organizar uma eventual saída do senador do país, Marinho negou ter conhecimento da viagem, mas afirmou compreender a decisão, caso tenha ocorrido. "Nós, evidentemente, não fomos informados, mas até compreendo caso o senador Flávio tenha saído do Brasil com a sua família", disse.
O parlamentar também criticou o pedido da Polícia Federal de retenção dos passaportes de Flávio Bolsonaro, apresentado após a divulgação do resultado das eleições e autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Marinho classificou a medida como incomum e sugeriu uma possível perseguição política.
Ao ser questionado se concordava com uma eventual saída do país, o senador ressaltou que compreender a decisão não significava apoiá-la. "Eu disse que compreendo, eu não disse que concordo, que eu não fui informado, então eu não pude dizer sim ou não."
Sobre um possível apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o senador afirmou desconhecer qualquer manifestação.


