Santa Dulce dos Pobres inspira a exposição "A Última Porta: Arquiteturas do Acolhimento"
A exposição começa no dia 3 de agosto, no Tribunal de Justiça da Bahia.

A Associação Baiana de Artes Visuais (ABARVI) inaugura, dia 3 de agosto de 2026 (segunda-feira), das 15h às 17h, no Centro Cultural do Tribunal de Justiça, a exposição "A Última Porta: Arquiteturas do Acolhimento", com homenagens de quase 30 artistas a Santa Dulce dos Pobres, o "Anjo Bom da Bahia". O objetivo é propor uma reflexão estética sobre o legado da primeira santa brasileira, cuja trajetória foi dedicada integralmente ao acolhimento de enfermos e desamparados.
A produção artística contemporânea baiana estará em destaque na exposição, promovendo o diálogo entre a arte e a sociedade por meio de uma temática de profundo impacto humanitário e histórico. As obras dos artistas convidados exploram diferentes linguagens e técnicas, como fotografia, gravura, pintura em tinta acrílica sobre tela, cerâmica e escultura em fibra de vidro, oferecendo ao público múltiplas perspectivas sobre o legado de Irmã Dulce e a arquitetura do acolhimento.
Participam da mostra os artistas Adenilse Romana, Adrianna Gabrielli, Adriano Bastos, Bel Borba, Carmen Freaza, Cecilia Menezes, Christianne Lisboa, Célia Mallett, Celso Cunha Neto, Dulce Cardoso, Felix Sampaio, Gil Santana, Helena Maria Cruz, Juarez Paraíso, Katia Cunha, Lourenço Mueller, Luiz Humberto de Carvalho, Luiz Mário Freire, Maria Adair, Maria Nazaré Santos, Márcia Magno, Nelma Fonseca, Norma Correia, Pico Garcez, Salvatore Torre, Tadeu Bahia e Teka Portela.
Para o curador da exposição, arquiteto, escultor e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte, Celso Cunha, este encontro simboliza o diálogo entre a Justiça Institucional e a Justiça Social. “A presença destas obras no coração do Judiciário baiano nos lembra que a lei mais fundamental da convivência humana é a preservação irrestrita da dignidade. Por isso, esta mostra celebra o legado espacial, humano e espiritual de Santa Irmã Dulce dos Pobres, uma verdadeira arquiteta do acolhimento... No fim de todas as coisas, a maior obra que podemos edificar é o amparo ao nosso semelhante”, destaca.
Com esta oportunidade, a ABARVI espera provocar no público uma reflexão sobre a trajetória de Irmã Dulce (1914–1992), o "Anjo Bom da Bahia", cuja vida foi um marco do humanitarismo no Brasil. Com uma dedicação incansável aos doentes e marginalizados, a freira baiana desafiou as estruturas da época ao transformar um modesto galinheiro em Salvador no Hospital Santo Antônio — hoje a base de um dos maiores complexos de saúde pública do país. Sua imensa obra social e o impacto de suas ações culminaram em sua canonização pelo Vaticano em 2019, consagrando-a como Santa Dulce dos Pobres, a primeira santa nascida em solo brasileiro.
A exposição ficará até o dia 14 de agosto no Centro Cultural do Tribunal de Justiça da Bahia, situado na 5ª Avenida do Centro Administrativo da Bahia (CAB) e a entrada é gratuita.
Link com obras dos artistas:
https://drive.google.com/drive/folders/1d3Jx5VEO6_Yy8bQJ_KY6qHTEgIvRW3qi?usp=sharing


