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Santiago Peña é aguardado pelo Ministério Público para decisão sobre prisão

Ex-presidente do Paraguai foi impeachmado em meio a acusações de corrupção

Por Da Redação
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Santiago Peña é aguardado pelo Ministério Público para decisão sobre prisão

Foto: Agência Brasil/Fernando Frazão

O presidente destituído do Paraguai, Santiago Peña, deve prestar depoimento ao Ministério Público neste sábado (7), após ser preso por agentes da polícia paraguaia na noite de sexta-feira (6). A detenção ocorre em meio à crise política provocada por suspeitas de irregularidades envolvendo o Ueno Bank.

Na ocasião, Peña foi transferido da residência onde cumpria prisão domiciliar para uma unidade especial das Forças Armadas do Paraguai, em Assunção. A mudança ocorreu depois que manifestantes se concentraram em frente ao imóvel e entraram em confronto com policiais, segundo os jornais locais.

Peña foi levado ao Regimento de Escolta Presidencial, unidade militar responsável pela segurança do presidente.

A ordem de prisão também inclui o ex-presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Dagoberto Carvallo Spalding. Os dois são investigados por suspeitas de irregularidades relacionadas ao Ueno Bank.

Impeachment

A prisão foi determinada pouco depois de o Senado aprovar o impeachment de Peña e confirmar sua destituição da Presidência. 

A decisão recebeu 44 votos favoráveis e uma abstenção. Na quinta-feira (5), a Câmara dos Deputados já havia aprovado o processo de impeachment.

Entenda a crise no Paraguai

A crise política começou a ganhar força após o Banco Central do Paraguai iniciar, na terça-feira (3), o processo de liquidação do Ueno Bank, pertencente ao Grupo Vázquez. 

A medida foi tomada depois que a autoridade monetária identificou problemas nos índices de solvência da instituição, relacionados a empréstimos concedidos a empresas vinculadas ao próprio grupo.

O caso ganhou repercussão porque Santiago Peña foi acionista do grupo controlador do banco até março do ano passado. 

A instituição tinha cerca de 3 milhões de clientes e aproximadamente US$ 850 milhões (cerca de R$ 4,6 bilhões) em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social do Paraguai.

Diante das suspeitas, a oposição acusou Peña de conflito de interesses, manipulação de regras do sistema financeiro, desvio de recursos previdenciários e participação em um possível esquema de encobrimento de irregularidades pelo Banco Central.

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