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São João da Bahia deve gerar crescimento de 4% nas vendas durante as festas

Os principais setores atingidos são os de varejo e o turismo regional

Por Da Redação
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São João da Bahia deve gerar crescimento de 4% nas vendas durante as festas

Foto: Reprodução: Prefeitura de Jacobina

O São João da Bahia deve ter um crescimento médio de 4% nas vendas nos setores varejistas e atividades ligadas ao turismo regional, segundo a Fecomércio. As vendas tendem a crescer nos segmentos relacionados a supermercados, vestuários, tecidos, armarinhos, bebidas e artigos típicos.

Na Bahia, a festa junina possui grande capacidade de interiorização do consumo, movimentando centenas de municípios e aumentando as receitas de atividades de comércio, serviço e turismo regional. A projeção da Fecomércio é de 3% superior ao mês de junho do ano passado. Diferentemente de outros momentos do ano, junho não é o mês ideal para viagens de lazer. Mas, na Bahia, o São João muda essa dinâmica ao impulsionar as viagens para cidades do interior, aumentando a movimentação em rodovias, hospedagens e estabelecimentos ligados à alimentação e entretenimento.

Além disso, a Fecomércio realizou um levantamento com base no IPCA/OBGE na Região Metropolitana de Salvador e constatou que os produtos juninos acumulam 6,64% nos últimos 12 meses (até abril de 2026). Esse valor está acima da inflação média geral. No entanto, as maiores altas serão nos transportes e serviços.

Maiores altas:

Gasolina (+15,14%)

Passagens aéreas (+9,51%)

ônibus intermunicipais (+9,02%)

Etanol (+8,65%)

Hospedagem (+7,96%)

Esses dados refletem o perfil da festa na Bahia, em que milhares de pessoas se deslocam para o interior da Bahia para aproveitar os festejos juninos.

Já nos alimentos típicos, o cenário é mais equilibrado; alguns ingredientes tradicionais registraram queda. O açúcar cristal utilizado na produção de doces juninos acumulou queda de 16,49% em 12 meses. A farinha de mandioca, usada no preparo de pratos típicos, registrou retração de 3,38%.

Por outro lado, outros produtos usados nos pratos tradicionais tiveram alta relevante. O aipim apresentou aumento de 11,41%; a carne seca e de sol acumulou alta de 8,36%. No grupo de bebidas, os reajustes permaneceram moderados. Refrigerantes e água mineral subiram 2,19%, enquanto a cerveja apresentou alta de 1,44% no acumulado em 12 meses.

A Fecomércio ainda pondera a realização da Copa do Mundo no mês de junho, que funcionará como um estímulo extra. A transmissão dos jogos deverá impulsionar ainda mais a circulação de pessoas e consumo em bares, restaurantes e eventos familiares.

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