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“São Tomé de Paripe não esqueceu”: Eliete Paraguassu volta a cobrar assistência às famílias atingidas por contaminação

Candidata a deputada federal defende reparação às comunidades afetadas e denuncia impactos do racismo ambiental

Por Da Redação
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“São Tomé de Paripe não esqueceu”: Eliete Paraguassu volta a cobrar assistência às famílias atingidas por contaminação

Foto: Divulgação

A vereadora e candidata a deputada federal Eliete Paraguassu (PSOL) voltou a cobrar, nesta quinta-feira (27), assistência efetiva às famílias de São Tomé de Paripe, em Salvador, impactadas pela contaminação química registrada na praia da região. A candidata criticou a insuficiência das medidas de apoio à comunidade e defendeu reparação integral dos danos e responsabilização das empresas envolvidas no caso.

Segundo Eliete, os impactos ultrapassam a dimensão ambiental e atingem diretamente direitos fundamentais da população, com reflexos sobre a saúde, a renda, a subsistência e a relação histórica e cultural dos moradores com o mar. “A comunidade de São Tomé de Paripe não esqueceu. São meses de uma situação que atingiu diretamente a vida, a renda e a relação dessas famílias com o mar. Enquanto isso, a resposta da Prefeitura continua muito aquém da gravidade do que aconteceu”, afirmou.

No último dia 20 de agosto, a Justiça Federal da Bahia determinou o bloqueio de cerca de R$ 387,6 milhões em bens das empresas investigadas. A medida ocorre em meio às apurações sobre os danos ambientais registrados na região.

As investigações apontaram sinais de contaminação ambiental de caráter contínuo na área afetada, incluindo registros de afloramento de líquidos de coloração azulada, amarelada e esverdeada na faixa de areia. O problema também provocou impactos sobre o ecossistema costeiro e atividades econômicas tradicionais da população local, especialmente a pesca artesanal e a mariscagem.

Combate ao racismo ambiental

O enfrentamento ao racismo ambiental é uma das principais pautas de atuação da vereadora, que tem denunciado os impactos da degradação ambiental sobre populações negras e comunidades tradicionais. Para Eliete, situações como a vivida em São Tomé de Paripe demonstram como danos ambientais também aprofundam desigualdades sociais, atingindo diretamente o território, a saúde, a renda e os modos de vida dessas populações.

Segundo a Psolista, o caso de São Tomé de Paripe evidencia a necessidade de tratar a questão ambiental também sob a perspectiva dos direitos das comunidades que vivem e dependem desses territórios. Além da recuperação da área atingida, ela defende que as famílias tenham acesso à informação sobre os riscos existentes, assistência adequada e participação no acompanhamento das medidas de reparação.

Nesse processo, Eliete defende o fortalecimento da Vigilância Popular, com a participação direta dos moradores na observação, no registro e na denúncia de alterações ambientais e de seus impactos sobre a saúde e as atividades tradicionais.

A edil aponta que, a reparação dos danos, a garantia de assistência e a proteção da renda e dos modos de vida da comunidade seguem como medidas essenciais diante dos impactos provocados. “A responsabilização das empresas é necessária, mas a reparação precisa chegar a quem teve a vida diretamente afetada. São Tomé não pode continuar esperando. Essas famílias precisam de assistência, segurança e respostas concretas. Seguiremos vigilantes e cobrando até que seus direitos sejam plenamente garantidos”, afirmou Eliete.

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