Sede da Bamor é fechada e 10 integrantes são presos em operação que investiga tortura
Ação foi deflagrada nesta segunda-feira (28), pelo MP

Foto: Adriano Cardoso (Cecom MPBA) e Ascom SSP
A sede da Bamor foi fechada e 10 integrantes foram presos durante a operação que investiga práticas de tortura por parte da maior torcida organizada do Bahia. A ação foi deflagrada nesta segunda-feira (28), pelo Ministério Público do estado (MPBA), e inclui a prisão de membros da presidência e da diretoria da organização.
Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. Além disso, a operação investiga a participação de um policial militar no caso.
As investigações apuram crimes de tortura, roubo, extorsão, ameaça e associação criminosa. Segundo o MPBA, duas vítimas foram submetidas, em dias consecutivos, a sessões de violências física e psicológica no interior da sede da Bamor, em julho. Elas teriam sido obrigadas a confessar supostas irregularidades mediante agressões, ameaças de morte e uso de instrumentos como tacos de beisebol, martelo, faca e alicate.
Em um dos casos, a vítima teria sofrido perfurações nas mãos, queimadura na orelha, sufocamento com saco plástico e afogamento com pano e água, além de ameaças dirigidas a familiares seus. No outro episódio, houve ainda acesso ao celular da vítima e constrangimento para realização de transferência bancária mediante coação.
Foram apreendidos dispositivos eletrônicos, documentos, armas, munições e instrumentos que podem ter sido utilizados nas agressões, bens das vítimas e outros elementos relacionados à investigação. O procedimento continua em andamento, com análise do material apreendido e realização de novas diligências.
A operação é realizada pelo MPBA em conjunto com a Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), com o apoio da Polícia Militar (PMBA).


