Sem Líbano e com regras dos EUA: Trump detalha como será negociação com Irã
Republicano ainda criticou o que chamou de "interferência indevida" no conflito

Foto: Molly Riley
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8) que as negociações com o Irã serão conduzidas de forma restrita e sob condições definidas exclusivamente por Washington.
Em publicação na rede Truth Social, o republicano criticou o envio de propostas por pessoas sem envolvimento oficial no conflito e classificou a prática como interferência indevida.
Além disso, reforçou que apenas um conjunto específico de pontos será considerado, sem detalhar quais seriam esses termos.
Líbano de fora
Ao tratar do alcance das negociações, Trump deixou claro que o Líbano não está incluído no acordo de cessar-fogo discutido entre Estados Unidos e Irã. Em entrevista à PBS, ele justificou a exclusão pela atuação do grupo Hezbollah no país.
A posição americana também aparece em relatos da imprensa dos EUA, que indicam que Trump não se opôs à continuidade de ataques israelenses em território libanês, em conversa com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Esse entendimento diverge da avaliação do Paquistão, que atua como mediador do conflito. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif havia afirmado que o cessar-fogo incluiria todas as frentes, como o Líbano.
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