Servidores do BC ameaçam entregar cargos após falta de reajustes
Segundo o sindicato da categoria, os trabalhadores estão sem reajustes desde 2019

Foto: Divulgação/BCB
O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) informou nesta quarta-feira (22), que os servidores da instituição planejam entregar suas funções e promover paralisações após a categoria ficar, por mais um ano, sem reajuste.
Os funcionários do BC estão desde janeiro de 2019 sem reajustes, mesmo com a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em alta (19,1%).
Também manifestaram descontentamento os peritos médicos federais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que afirmaram adotar medidas necessárias.
O texto do Orçamento 2022 aprovado nessa terça-feira (21), no entanto, incluiu R$ 1,7 bilhão para reajuste e reestruturação de carreiras de policiais federais, após pedido do presidente Jair Bolsonaro.
“Estamos descontentes, pois o reajuste deveria ser para todo mundo, até porque a inflação atingiu todo mundo”, desabafou ao Metrópoles o presidente do Sinal, Fabio Faiad.
“A gente está construindo um calendário de mobilizações. Vamos começar com uma cobrança ao presidente [do BC], Roberto Campos Neto, para que se posicione. A gente pede que isso seja revertido. Precisamos pelo menos de uma reposição da inflação. Se nada disso acontecer, prevemos a entrega de funções e paralisações”, complementa o sindicalista.
Receita Federal
Pelo menos 500 servidores da Receita Federal também pediram exoneração de seus cargos após a aprovação do Congresso, que ainda fez um corte de pouco menos da metade dos recursos destinados ao órgão. A informação foi divulgada pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco).


