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Setembro Amarelo chama atenção para a saúde emocional de pacientes com doenças inflamatórias intestinais!

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Por Michel Telles
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Atualizado
Setembro Amarelo chama atenção para a saúde emocional de pacientes com doenças inflamatórias intestinais!

Foto: Maria Clara Pimentel Lopes, gastroenterologista da Cliagen / Grupo CITA (Clique de Vitória Lago)

Durante o Setembro Amarelo, campanha nacional de conscientização sobre saúde mental, especialistas reforçam a importância de olhar para os impactos emocionais das doenças inflamatórias intestinais (DIIs), condições crônicas que afetam milhares de brasileiros e exigem acompanhamento contínuo. Entre as principais formas destacam-se a Doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, que provocam inflamação no trato gastrointestinal e podem causar sintomas como diarreia persistente, dor abdominal, fadiga, perda de peso e sangramento intestinal. Dados de estudos epidemiológicos realizados com base em informações do DataSUS apontam que a prevalência das DIIs no Brasil chegou a cerca de 100 casos por 100 mil habitantes em 2020, com crescimento médio anual de aproximadamente 15% ao longo de nove anos.

Além dos sintomas físicos, as doenças inflamatórias intestinais podem provocar impactos significativos na qualidade de vida. A necessidade de conviver com crises imprevisíveis, internações, restrições alimentares e tratamentos prolongados favorece o desenvolvimento de ansiedade, estresse e sintomas depressivos. Segundo a gastroenterologista Maria Clara Pimentel Lopes, da Cliagen (Grupo CITA), o cuidado emocional deve fazer parte da estratégia terapêutica desde o diagnóstico. “O paciente com o diagnóstico de DIIs enfrenta desafios que vão além do intestino. O suporte psicológico é fundamental para ajudá-lo a lidar com as incertezas da doença, fortalecer a adesão ao tratamento e preservar sua qualidade de vida”, destaca a médica.

As evidências científicas mostram que existe uma relação direta entre saúde mental e controle das DIIs. "O estresse emocional pode agravar sintomas e contribuir para períodos de atividade da doença, enquanto o acompanhamento multiprofissional favorece melhores resultados clínicos. Organizações especializadas em doenças inflamatórias intestinais enfatizam a necessidade de uma abordagem integrada, reunindo gastroenterologistas, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais para oferecer assistência completa aos pacientes", detalha.

Por isso, neste Setembro Amarelo, o alerta é para que pacientes, familiares e cuidadores compreendam que cuidar da saúde mental não é um complemento, mas parte essencial do tratamento. “Buscar apoio psicológico, manter o diálogo com a equipe médica e construir uma rede de apoio são atitudes que contribuem para o bem-estar e para o enfrentamento da doença de forma mais saudável”, ressalta a especialista. De acordo com ela, a conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais e seus efeitos emocionais podem favorecer diagnósticos mais precoces, reduzir estigmas e promover uma vida com mais qualidade para quem convive com essas condições crônicas.

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