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Shell firma acordo de dez anos com Raízen para produção de etanol de 2ª Geração

Tipo de álcool é diferenciado porque é feito do bagaço da cana de açúcar

Por Da Redação
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Shell firma acordo de dez anos com Raízen para produção de etanol de 2ª Geração

Foto: Divulgação

Um acordo de 10 anos foi firmado entre a empresa de bioenergia e transição energética Raízen e a petrolífera Shell para a produção de 3,3 bilhões de litros (3,3 milhões de m³) de etanol celulósico de segunda geração (E2G). Este tipo de álcool é diferenciado porque é feito do bagaço da cana de açúcar e sua pegada de carbono é até 30% menor do que o comum.

Com a demanda estipulada a longo prazo, a Raízen em contrapartida vai construir cinco novas plantas entre 2023 até 2027. Cada uma levará até 22 meses para ficar pronta e custará em torno de R$ 1,2 bilhão — R$ 6 bilhões no total. As operações estão previstas para começarem entre 2025 e 20217.

A vice-presidente de Negócios de Downstream da Shell para América Latina, Lauran Wetemans, explica que a qualidade do E2G é a mesma do etanol comum, porém o impacto ambiental menor. De acordo com dados da Shell, este tipo de álcool reduz em torno de 80% as emissões de gases do efeito estufa na comparação com a gasolina; cerca de 70% menos que o etanol de milho americano e por volta de 30% na comparação com etanol de primeira geração de cana de açúcar.

O álcool que a Shell vai comprar pode ser usado para combustível, assim como nas indústrias de alimentos e química. E futuramente, diz Wetemans, para produção de queresone de avião. Por ora, o que for fabricado pela Raízen será destinado ao mercado europeu, onde é mais valorizado.

"Como é um produto único, vai para quem paga mais. Hoje, esse contrato é para usar o etanol no mercado europeu, mas amanhã pode ser aqui (Brasil) também", diz o executivo.

Segundo Watemans, o acordo não é exclusivo. A Shell será responsável pela compra de 80% da produção, e o restante pode ser vendido para outras empresas. De acordo com o que foi firmado, somente da multinacional, a Raízen deve receber, no mínimo, 3,3 bilhões de euros no período de contrato.

No mês passado, a Raízen anunciou a compra da fintech Payly, dando início à sua unidade de serviços financeiros. O objetivo é potencializar o alcance do seu aplicativo de pagamentos Shell Box e ampliar o leque de carteira digital, inclusive com crédito e seguros.

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