SSP nega pagamento de aposentadoria a tenente-coronel preso por matar esposa
A Polícia Militar aposentou o tenente-coronel nesta quinta (2)

Foto: Reprodução / Redes Sociais
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) negou que Geraldo Neto, tenente-coronel preso acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves, receberá aposentadoria integral de R$ 21 mil, conforme divulgado anteriormente.
Geraldo teve aposentadoria integral publicada no Diário Oficial nesta quinta (2). Segundo a SSP, ele não receberá nenhum valor do Estado, devido à sua situação jurídica. Ele permanece preso, o que impede fluxo de pagamentos previsto na oficialização da aposentadoria.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Coronel Hengel, afirmou que pagamentos ao oficial estão bloqueados, devido à legislação estadual de 1970. A norma prevê que policiais militares que estejam cumprindo prisão ficam impedidos de receber salários ou valores de aposentadoria enquanto estiverem sob custódia.
Portanto, a condição do tenente-coronel de privação de liberdade, se sobrepõe ao direito de receber salário. O caso gerou críticas após a divulgação da aposentadoria, mas a SSP ressalta que a lei impede que ele receba dinheiro público.
Ainda segundo o secretário, a expulsão de Geraldo da Polícia Militar é considerada certa. Ele afirma que a desvinculação oficial ainda não aconteceu pelo andamento de ritos processuais e administrativos que são obrigatórios.


