STF mantém prisão de homem investigado por tráfico internacional e ligação entre PCC e máfia italiana
Willian Barile Agati é apontado como integrante da cúpula do PCC e está preso desde janeiro de 2025

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O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão preventiva de Willian Barile Agati, investigado por envolvimento com tráfico internacional de drogas e apontado pelas autoridades como um dos principais elos entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a máfia italiana 'Ndrangheta. A decisão foi assinada pelo ministro Nunes Marques na quarta-feira (26).
A defesa de Agati apresentou um pedido de habeas corpus para substituir a prisão por medidas cautelares. O ministro, porém, negou a liminar e considerou que não houve ilegalidade na prisão preventiva. Segundo Nunes Marques, as medidas alternativas seriam insuficientes diante dos elementos apresentados no processo e do risco à ordem pública.
Agati está preso na Penitenciária Federal de Brasília desde janeiro de 2025. Segundo a Polícia Federal, ele é conhecido como “Concierge do PCC”, uma espécie de “faz-tudo” da organização. As investigações apontam que ele teria utilizado embarcações no Porto de Paranaguá, no Paraná, e aeronaves privadas para transportar cocaína com destino à Europa.
O investigado também é acusado de participação em um suposto complô que teria resultado na morte de Marco Antonio Carvalho, conhecido como “Marcos P2”, executado a tiros em abril de 2020, em um estacionamento de posto de combustível no Paraná.
Segundo as investigações citadas no processo, Agati teria atuado na logística de grandes remessas de cocaína destinadas à Europa e seria um dos principais vínculos entre o PCC e a 'Ndrangheta.
A apuração aponta ainda que o homicídio de “Marcos P2” teria sido motivado por uma retaliação relacionada ao desaparecimento de duas cargas de cocaína avaliadas em cerca de US$ 4 milhões. As drogas seriam transportadas do Porto de Paranaguá para a Espanha.
A Justiça Federal do Paraná marcou para outubro uma série de audiências para ouvir 50 testemunhas no processo que apura o homicídio.



